Santa Cruz visita Campinense pela Copa do Nordeste

Time tricolor será o mesmo que iniciou o jogo na conquista da Taça Asa Branca, contra o Paysandu

Léo Costa perdeu espaço no Santa CruzLéo Costa perdeu espaço no Santa Cruz - Foto: BRUNO CAMPOS/ARQUIVO FOLHA

 

Se o ano passado começou para o Santa Cruz com o respaldo de um acesso à Série A recém-conquistado, em 2017 o cenário é diferente. Principalmente quando o assunto é a Copa do Nordeste. Atual campeão da disputa regional e, ao mesmo tempo, em ano de reconstrução depois do bate-volta na elite nacional, o Tricolor agrega as missões de garantir a motivação em alta, diante do descenso ainda recente, e manter os pés fincados no chão. Nesse sentido, a reformulação do elenco surge como mais um ponto traiçoeiro: os ânimos e personalidades estão renovados, mas o entrosamento ideal tende a chegar de forma mais tardia. E é com esse panorama que a Cobra Coral inicia a defesa do título do Nordestão nesta quarta-feira (25), às 18h45, pelo Grupo A. Adivinha o adversário? O Campinense/PB. O mesmo que disputou a final da última temporada. As recordações, portanto, não poderiam ser melhores. Resta agora reproduzi-las, guardadas às devidas proporções por se tratar de uma estreia.

Tiradas as dúvidas expostas na semana passada, o técnico Vinícius Eutrópio não fez mistério. O time titular do Santa Cruz será o mesmo que iniciou o jogo na conquista da Taça Asa Branca, contra o Paysandu, no último sábado. Com um ponto positivo a mais: todos do elenco já tiveram o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, estando à disposição do treinador. Assim, o objetivo traçado pelo comandante tricolor, apesar do respeito ao adversário demonstrado em suas entrevistas, é ver em campo “um time rápido, com grande posse de bola e ágil na marcação”.

Para tanto, os alicerces estão na defesa que se mostrou sólida ante o Papão e no articulador Léo Costa, funcionando como ‘cabeça pensante’. Além da agudez de Éverton Santos, pela esquerda, e o toque de bola de Thiago Primão, pela direita. Sem Zé Carlos, André Luís ainda é a solução considerada mais adequada na dianteira ofensiva.

A atual situação está descrita. Agora, puxando para o retrospecto, cabe ressaltar que, desde que a Copa do Nordeste voltou ao calendário, em 2013, o Santa Cruz, em suas estreias, agrega duas vitórias - sobre CRB/AL e Vitória da Conquista/BA - e uma derrota - para o Bahia.

Em 2015, o Tricolor não se classificou para o regional. Em relação aos duelos com a Raposa pelo torneio, o Mais Querido acumula duas vitórias, um empate e uma derrota. Retrospecto aparentemente equilibrado, mas suficiente para colocar a Cobra Coral com status de algoz dos adversários. Afinal, revés numa final, dentro de casa, ninguém esquece tão fácil, não é? A decisão de 2016 responde.

Campinense
Campeão de 2013 e vice em 2016, o grupo paraibano se tornou, definitivamente, perigoso no Nordestão. Tecnicamente, nem tanto. Mas provou ser o chamado ‘time de chegada’ no torneio. E, nesta temporada, chega com três velhos conhecidos da torcida pernambucana. São eles: o lateral-esquerdo/meia Renatinho, que deixou o próprio Santa Cruz na semana passada, e dois ex-Náutico, o goleiro Glédson e o volante Negretti.

FICHA DO JOGO

SANTA CRUZ
Júlio César; Vítor, Jaime, Bruno Silva e Eduardo; Elicarlos, David e Léo Costa; Thiago Primão, Éverton Santos e André Luís. Técnico: Vinícius Eutrópio.

CAMPINENSE/PB
Glédson, Alex Travassos, Joécio, Paulo Paraíba e Ronaell; Magno, Fernando Pires, Filipe Ramon e Marcos Paullo; Tiago Orobó e Augusto. Técnico: Sérgio China.

Local: Estádio Amigão (Campina Grande/PB).
Horário: 18h45.
Árbitro: Mayron dos Reis Novais (MA).
Assistentes: Antônio Fernando de Sousa Santos (MA) e Ivanildo Gonçalves da Silva (MA)

 

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