Santa Cruz vive jejum incômodo e perigoso

Sem vencer na temporada e eliminado da Copa do Brasil, Tricolor tem time e técnico pressionados

Técnico Júnior RochaTécnico Júnior Rocha - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O primeiro mês de 2018 foi tenebroso para o Santa Cruz. Três empates, duas derrotas e uma eliminação precoce na 1ª fase da Copa do Brasil marcam o retrospecto nos cinco jogos disputados em janeiro. É muito cedo para desespero no Arruda? Eis a questão. O incômodo jejum de vitórias cria dúvidas sobre o trabalho do técnico Júnior Rocha, que topou o desafio de reestruturar o Tricolor em sua primeira passagem pela região Nordeste, mas já se mostrou preocupado com o início de temporada repleto de tropeços.

"Estamos passando por uma situação difícil, que eu nunca tinha vivido na minha carreira. Todos nós temos que fazer uma autorreflexão e ter hombridade para se doar mais", pontuou o comandante. Ainda é prematuro para pedir a cabeça do treinador, mas o sinal de alerta foi ligado desde o empate dentro de casa com o Central em 1x1, pela 3ª rodada do Estadual. Nas entrevistas coletivas, Rocha cita repetitivamente as dificuldades financeiras e sempre fala em reconstrução para pedir paciência à torcida. Inclusive, chegou a dizer que o elenco atual tem sofrido uma pressão maior por conta dos rebaixamentos seguidos do clube no Campeonato Brasileiro.

Decepções vividas no passado mostram que a diretoria precisa abrir o olho e que o time deve reagir o mais rápido possível. Em 2008, por exemplo, o Santa também foi eliminado logo na fase inicial da Copa do Brasil. Na ocasião, caiu diante do modesto Fast Clube/AM. Além disso, disputou o Hexagonal da Morte do Campeonato Pernambucano e acumulou uma das maiores vergonhas da história: queda para a Série D, última divisão do futebol brasileiro e considerada como o fundo do poço. Este ano, fracassou na estreia do torneio nacional, sendo desclassificado pelo Fluminense de Feira/BA. Ainda por cima, é o vice-lanterna do Estadual (10º colocado, com dois pontos em três partidas) e hoje estaria fora do grupo dos oito que avançam para os mata-matas.

O Santa Cruz paga caro por começar do zero pelo segundo ano consecutivo. Assim como no fim de 2016, o desmanche do elenco foi grande ao término da temporada passada. Com a debandada e consequentemente sem uma espinha dorsal, 19 reforços foram contratados até então, sendo alguns deles indicados pelo técnico Júnior Rocha, que ainda espera duas novas caras (um centroavante e um ponta) para fechar o ciclo. O que chamou a atenção na declaração mais recente do profissional foi a reclamação da falta de qualidade do ataque. Descontente, ele voltou a cobrar a chegada de peças.

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Preparação

Não há tempo para respirar. O Santa Cruz deixou Feira de Santana, na Bahia, e seguiu para o Sertão pernambucano na última quinta-feira (1). Após encarar uma viagem longa e desgastante, os jogadores fizeram apenas um treino regenerativo na academia do hotel. Com um intervalo curto entre jogos, a Cobra Coral realiza apenas um treino antes de enfrentar o Salgueiro pela 5ª rodada do Campeonato Pernambucano. O time treina na tarde desta sexta-feira (2), às 15h30, no estádio Cornélio de Barros, local da partida de amanhã. 

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