Jovem atleta vem caindo nas graças da torcida coral
Jovem atleta vem caindo nas graças da torcida coralFoto: Daniel Lima/Folha de Pernambuco

Lembram de Tiago Cardoso? Um dos ídolos da história do Santa Cruz, que jogou no Arruda de 2011 a 2016 e conquistou três acessos, além de sete títulos (cinco pernambucanos, Copa do Nordeste e Campeonato Brasileiro da Série C), foi relembrado pela torcida após a partida contra o Ceará, no último sábado, no estádio Castelão, pela sétima e penúltima rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. Titular há nove jogos seguidos e com contrato de empréstimo junto ao Palmeiras/SP até o fim da temporada 2019, o goleiro Anderson foi chamado de “filho” de Tiago Cardoso por alguns torcedores nas redes sociais logo depois de uma grande atuação diante dos cearenses.

“Na internet, a torcida postou vídeos dos melhores momentos contra o Ceará. Achei bacana esse carinho. Também recebi mensagens de brincadeiras. Fui chamado de filho e de novo Tiago Cardoso. Essa comparação apareceu bastante nas redes sociais. Só tenho a agradecer tudo isso”, comentou o garoto de 21 anos.

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Na entrevista coletiva, Anderson desabafou sobre o preconceito que os goleiros jovens sofrem no início da carreira. Ele destacou que tem conseguido vencer essa intolerância no futebol.

“Além de existir um preconceito com goleiro novo, acredito que Leston (Júnior) e a diretoria do clube me contrataram para eu para ficar em stand by. Se acontecesse algo com Ricardo Ernesto, como aconteceu, a chance apareceria. Gostaria de agradecer muito à direção e ao técnico Leston Júnior que confiaram no meu trabalho mesmo sendo da base do Palmeiras. O nosso trabalho é complicado, principalmente se o goleiro for novo. Dizem que o time precisa ter um goleiro experiente e rodado, mas estou conseguindo desviar isso aqui. Estou exercendo bem o meu papel”, declarou o arqueiro tricolor.

Para Anderson, o preconceito com goleiro novo é ainda maior no eixo Sul-Sudeste. “Percebi que no Nordeste essa questão é menor. Em São Paulo e no Rio Janeiro, o preconceito é maior e lá eles acabam sem usar um goleiro jovem. São poucos clubes no Brasil que utilizam goleiro novo. Isso acaba dando uma visão ruim. O discurso é que tem de rodar um pouco para ganhar bagagem e experiência, e só depois assumir a titularidade de um clube grande”, disse.

Ainda sobre a questão do preconceito, Anderson lembrou que parte da torcida se queixou quando o Santa Cruz contratou um goleiro novo da base do Palmeiras/SP porque no clube já havia garotos para a posição. Ele encarou a crítica naturalmente e afirmou que aos poucos tem mudado a visão dos torcedores.

“Eu acompanhei a reclamação da torcida com a diretoria, que trouxe um goleiro novo tendo um na casa, mas eu fiquei tranquilo quanto a isso. Se você ficar se importando com o que os outros estão falando, você acaba levando isso para dentro de campo. Se eu cismasse com isso, poderia ficar nervoso ou fazer algo de errado ou diferente do que estou fazendo. Eu procuro enxergar o lado positivo da critica para que eu possa reverter a cabeça das pessoas, mudando o pensamento delas. E estou conseguindo fazer isso”, pontuou.

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