Estádio do Arruda
Estádio do ArrudaFoto: Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

O Santa Cruz tem se virado como pode para minimizar as perdas financeiras intensificadas com a chegada da Covid-19 no País. Como forma de encontrar alternativas viáveis ao clube e à torcida tricolor, o departamento de marketing tem buscado se reinventar, monetizando campanhas a fim de diminuir os prejuízos dos últimos dois meses e os que possivelmente ainda estão por vir, mesmo que o retorno do futebol seja autorizado pelo Governo do Estado em julho, como espera a Federação Pernambucana de Futebol.

“Estão sendo desenvolvidas mais duas novas ações, que em breve a torcida vai ficar sabendo, que também é mais uma forma de ajudar o clube. A gente lembra que a principal forma, logicamente se houver a possibilidade do torcedor fazer isso, é mantendo o sócio em dia, que é a principal fonte de receita do clube neste momento”, comentou o diretor de marketing do clube, Guilherme Leite.

“Estamos vindo com produtos novos e provavelmente também vamos fazer uma ação digital que envolva jogos históricos. Vão ter outras formas, além do sócio, e por valores que começam desde R$ 10 reais até valores maiores, dentro da possibilidade financeira de cada torcedor”, simplificou.

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Panorama
Em fevereiro, o número de sócios titulares adimplentes da Cobra Coral era de aproximadamente 5 mil, quadro que em dois meses sofreu uma redução de 74% e agora conta com um pouco mais de 1 mil sócios em dia, o que levou o clube a uma perda de mais de R$ 200 mil em arrecadação. Ainda assim, como destaca Guilherme Leite, a receita proveniente dos associados continua sendo a principal fonte de renda do Santa. Hoje, com o número atualizado de torcedores contribuintes depois da queda, o clube consegue arrecadar cerca de R$ 90 mil.

O mesmo banho de água fria ocorreu com alguns patrocinadores, que ao sentirem os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus, reduziram em 50% o pagamento mensal ao Santa - casos de JBS e Ilumi. Outros optaram por uma flexibilização no pagamento mensal.

Situação que deve se manter até o retorno do futebol, pelo menos por parte dos patrocinadores. Quanto ao quadro de sócios, esse panorama deve demorar um pouco mais para voltar à normalidade. O motivo, explica-se. Ainda que os jogos no Campeonato Pernambucano retornem em julho, como espera a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) - cenário também complicado de acontecer, visto o crescimento diário no número de casos de Covid-19 confirmados no Estado -, dificilmente as partidas serão de portões abertos.

Ou seja, o clube continuará sem contar com a receita de bilheteria dos jogos, sem a rotineira movimentação no bar, sem visitas à Loja Cobra Coral, da sede, e ainda sem a grande dinâmica que o clube consegue em dia de jogo na sala de arrecadação, tanto com torcedores e torcedoras interessados em integrar o quadro associativo, quanto de tricolores que desejam regularizar suas respectivas situações como sócios. O Santa Cruz, então, mesmo com o retorno das partidas, caso assim seja confirmado, terá que continuar se reinventando.

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