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Santa extrapola teto salarial para tentar contratar meia

Gerente remunerado Luciano Sorriso revela que o clube tem ultrapassado o patamar financeiro para fechar com o camisa 10

Executivo de futebol Luciano Sorriso e presidente Constantino JúniorExecutivo de futebol Luciano Sorriso e presidente Constantino Júnior - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

A imprensa e a torcida sempre repetem uma pergunta para o executivo de futebol do Santa Cruz, Luciano Sorriso: “Cadê o meia?”. Sem dar prazo, o gerente remunerado tricolor revelou, em entrevista coletiva no CT Ninho das Cobras, que o clube já chegou a ultrapassar o teto salarial para tentar contratar o tão esperado camisa 10 para a temporada 2019. Há mais de três meses, o dirigente tem buscado o reforço para o meio de campo, mas ainda não conseguiu fechar a negociação.

“Estamos atentos ao mercado e espera solução o quanto antes. Isso não depende só de mim, tem todo um corpo diretivo, tem uma comissão técnica para avaliar. Inclusive, nós saímos até dos nossos padrões salariais para ter esse meia e mesmo assim a gente não conseguiu obter êxito. Por que? Falta de competência? Não. Não é isso. É uma preferência dos atletas. Tentamos Léo Arthur, do Fluminense, Marcos Júnior, que foi para o Vasco, o próprio Carmona que veio para o Sport, Daniel Costa, que hoje está no Criciúma”, declarou o diretor coral.

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Além da questão financeira, o fato de o Santa estar na Série C do Campeonato Brasileiro também dificulta na contratação justamente porque o calendário encerra em setembro. Mesmo extrapolando o patamar salarial para contratar o meio-campista, o orçamento limitado faz o clube esbarrar na concorrência do mercado.

“Na Série C, a maioria dos contratos dos atletas vai até 31 de setembro. E em uma Série B vai até o fim de novembro. Então, estamos tendo muitas dificuldades em relação a isso. São esses os empecilhos. Eu ligo para um atleta e digo que o contrato vai até 31 de setembro. Automaticamente, um atleta que ganha, por exemplo, R$ 30 mil, ele vai perder outubro e novembro. Ou seja, são R$ 60 mil reais. Com isso, o cara prefere uma Série B do que uma Série C”, explicou.

Além das propostas por Léo Arthur, Marcos Júnior, Daniel Costa, Pedro Carmona e Jailson, todas sem êxito, o clube ainda sondou meias com idades mais elevadas: Juan (37 anos e ex-Tombense/MG), Marquinho (do Athletico Paranaense e com 32 anos), Chumbinho (do Inter de Limeira/SP e de 32 anos) e Hiroshi (XV de Piracicaba/SP e 33 anos).

Espera

Há mais de três meses, o site oficial do clube divulgou que um jogador seria anunciado para sacudir a torcida, mas a espera continua. O gerente remunerado Luciano Sorriso, inclusive, chegou a ser cobrado pelos torcedores mais de uma vez durante o treinamento do elenco. Ao ser questionado sobre a contratação do meio-campista prometido, o dirigente disse que não tem conseguido fechar a negociação. Apesar da pressão, o diretor conversou pacientemente com a torcida.

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