Dom, 15 de Fevereiro

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Santos pode ser punido por escalação irregular na Libertadores

Se ficar decidido que Sánchez não poderia ser utilizado, o Independiente pode ser declarado vencedor da partida diante do Santos por 3x0

Carlos Sánchez em ação diante do Independiente, na última terça (21)Carlos Sánchez em ação diante do Independiente, na última terça (21) - Foto: Juan Mabromata/AFP

A Conmebol abriu investigação para averiguar se o Santos escalou o volante uruguaio Carlos Sánchez de forma irregular na partida contra o Independiente (ARG), na última terça (21), pelas oitavas de final da Libertadores.

Se ficar decidido que o jogador não poderia ser utilizado, o Independiente pode ser declarado vencedor da partida por 3x0. Dentro de campo, as duas equipes empataram em 0x0.

A reclamação do Independiente é que Sánchez foi expulso em partida da Copa Sul-Americana em novembro de 2015, quando atuava pelo River Plate. Ele agrediu um gandula e foi suspenso. Como em seguida foi contratado pelo Monterrey (MEX), não cumpriu a pena, o que teria de acontecer na última terça.

"O jogador foi escalado porque foi liberado pelo sistema da própria Conmebol. O Santos confia no sistema da Conmebol. Quando recebermos a notificação, vamos apresentar defesa. Carlos Sánchez estava liberado pela Conmebol desde 24 de maio de 2018", disse o gerente jurídico do clube, Rodrigo Gama Monteiro.

Outra alegação do Santos é que a Conmebol ofereceu uma anistia em 2016 que reduziu pela metade as penas dos jogadores punidos em competições da entidade. Mas o Independiente afirma que Sanchez foi suspenso por três jogos e, mesmo com a redução da pena, não poderia ter entrado em campo em Buenos Aires.

Não há prazo para uma decisão oficial da entidade, mas a partida de volta entre as duas equipes está marcada para a próxima terça (28), no Pacaembu. A questão pode influir de maneira importante em quem avança para as quartas de final. Se valer o resultado obtido na primeira partida, a equipe brasileira se classificaria com vitória por qualquer placar, enquanto novo empate levaria a decisão para os pênaltis.

Se a Conmebol der razão para o Independiente, o Santos precisaria vencer por quatro gols de vantagem para se classificar.

Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), é também vice-presidente da Conmebol. Ele é genro de Hugo Moyano, presidente do Independiente.

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