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Schülle não desvia responsabilidade e comenta possível saída do Santa

Segundo o treinador, se as coisas não acontecerem como planejado "o primeiro a sair sou eu"

Itamar Schulle, técnico do Santa CruzItamar Schulle, técnico do Santa Cruz - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Perder para o Fortaleza, na Arena Castelão, não seria algo anormal para o Santa Cruz na tarde deste sábado (8), pela Copa do Nordeste, até pela construção em andamento do elenco e a distância técnica entre os times. No entanto, o placar pesado de 3x0 e a letargia que os jogadores tiveram para reverter o resultado aumenta a pressão sobre a diretoria e o técnico Itamar Schülle. Em coletiva após o jogo, o comandante colocou a culpa sobre si, mas apontou que a montagem do grupo visando o restante da temporada ainda está acontecendo.

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“Se há um culpado, de dar oportunidade a esses meninos que estão entrando, sou eu. Mas não posso agir diferente, porque todos sabem da construção do nosso elenco. Isso leva um período para que você consiga levar o processo”, disse.

De acordo com Schülle, dependendo do que ocorrer de negativo adiante, tem consciência que será o primeiro alvo. “Tive uma conversa interna com Nei Pandolfo (executivo de futebol), com o presidente (Constantino Júnior). Não estou trabalhando aqui para só pensar no meu salário. Se as coisas acontecerem, vai ser bom para todo mundo. Se não, o primeiro a sair sou eu. Não vou ficar aqui de escudo, tomando pancada", disparou.

O técnico da Cobra Coral revelou que já cogitou deixar o cargo e que a má fase estava batendo nas portas do Arruda. “Já pensei em sair até antes de hoje. Eu previa que isso ia acontecer. E vai continuar acontecendo. Os atletas não eram para ontem, nem para hoje. Você acaba queimando os jogadores. Eu sou culpado? Eu sou o culpado. Mas estou fazendo o que posso", afirmou.

O Tricolor passou para a segunda fase da Copa do Brasil, disputando também o Campeonato Pernambucano e Copa do Nordeste. Para Schülle, o elenco não tem capacidade para dar conta de todos os torneios. "O Santa Cruz hoje não tem grupo para disputar três competições de maneira simultânea. Graças a Deus, nós conseguimos passar na fase da Copa do Brasil. Pegamos hoje um adversário qualificado, preparado. Mas um clube da grandeza do Santa Cruz não pode perder desta forma”.

A solução para a crise, segundo o técnico, é a união interna. "Como é que se resolve problema? Se unindo. Existem coisas que acontecem e não tenho nada a ver com isso, mas briga não leva a lugar algum. Daqui a pouco nada mais presta", finalizou.

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