Sáb, 08 de Agosto

Logo Folha de Pernambuco
Futebol

"Se aparecer algum clube, eu abro mão dele", diz Hélio dos Anjos sobre Paulo Sérgio

Treinador destacou que o centroavante já recebeu propostas e pode deixar o Timbu antes do término da Série B do Campeonato Brasileiro

Paulo Sérgio, atacante do NáuticoPaulo Sérgio, atacante do Náutico - Foto: Rafael Vieira/CNC

Há alguns dias, o técnico Hélio dos Anjos disse que o Náutico teria de abrir mão de um centroavante com poucos minutos em campo nos últimos meses para ter espaço no elenco e se reforçar com outras peças. Logo imaginou-se que o atleta em questão, próximo de deixar o Timbu, seria Paulo Sérgio, que não joga desde maio por conta de problemas musculares. Na coletiva desta terça-feira (21), o treinador confirmou as suspeitas.



Sem rodeios

“Se aparecer clube, eu abro mão dele. Já está definido isso. Paulo sabe, o clube sabe. A decisão é da comissão técnica. É uma coisa normal, mas cria-se todo um barulho. Eu assumo a responsabilidade de decidir quem fica e quem sai. Se aparecer um clube interessante para ele, será interessante também para o Náutico. Já tem até clubes conversando com ele. E eu participei da conversa porque o clube, antes de procurar o jogador, me procurou por respeito”, afirmou.

Nos últimos dias, o Náutico já tinha anunciado as saídas do goleiro Arthur, o volante Ramon Carvalho, o meia Felipe Cardoso e o atacante Felipe Saraiva. O lateral-esquerdo Yuri Silva é outro que também está fora. 

“Por não ter o rendimento individual, nós optamos por abrir mão de alguns atletas. E como eu trabalho diferente de muitos, eu chego para os jogadores e falo isso. Não escondo. Sabe por que? Porque ele pode ser procurado por um agente e nem saber se está nos meus planos ou não”, apontou.

O Náutico é o atual 14º colocado da Série B, com 21 pontos. Na próxima rodada, o Timbu recebe o Londrina, no Esporte da Sorte Aflitos. 

“Vai ser jogo de sofrimento. Temos de ter atenção com a bola parada deles. Precisamos de calma, equilíbrio, sem perder a intensidade. Temos que nos impor porque precisamos somar pontos. Ninguém consegue conviver tanto tempo com derrotas”, desabafou, indicando que, mesmo com um discurso cauteloso sobre as chances de acesso do Náutico, os alvirrubros não “deixaram de sonhar”.

“A nossa realidade é de três, quatro anos vindo do ostracismo. Série C é ostracismo. Não se abrem portas na CBF para as Séries C e D. O Náutico passou a reviver um novo momento a partir de dezembro do ano passado. Nunca prometi que subiremos para Série A, mas tenho o direito de sonhar que vamos ao topo”, concluiu.

Veja também

Newsletter