Sede de Mundial “inchado” ainda é uma incógnita

Com ampliação do número de seleções de 32 para 48 na Copa surgem dúvidas sobre país que teria capacidade para recebê-la

O governador Paulo Câmara, o prefeito Geraldo Julio e o deputado federal João Campos mostrando unidade socialista na inauguração do CompazO governador Paulo Câmara, o prefeito Geraldo Julio e o deputado federal João Campos mostrando unidade socialista na inauguração do Compaz - Foto: Heudes Regis/SEI

 

A mudan­ça no formato da Co­pa do Mundo de 2026, a primeira da história com 48 seleções, levantou dúvidas sobre quem terá a capacidade de organizar um evento desta magnitude. Os países da América do Norte aparecem como favoritos pa­ra realizar esse feito, mas existem outros países buscando ser a sede da Copa, que vai ser dividida em 16 grupos, com três equipes em cada chave. O presidente da Fifa e grande condutor da mudança, Gianni Infantino, revelou que o torneio vai ser jogado nos mesmos 32 dias e 12 estádios do modelo atual.

A eleição do anfitrião, prevista para maio de 2020, tem como requisito a rotatividade: a Fifa anunciou que o organizador do Mundial de 2026 não sairá das confederações que receberam o evento nas últimas edições, ou seja, UEFA e Ásia estão fora do páreo. As chances de um país europeu ser escolhido dependem de candidaturas ruins, “que não correspondam às exigências técnicas e financeiras”, precisou o Conselho da Fifa.

A China, país que tem como objetivo se transformar em uma potência do esporte, vai ter que esperar para se tornar sede. O presidente Xi Jinping tem o desejo que o gigante asiático organize, e ganhe, o torneio algum dia. Em maio de 2015, representantes do alto escalão chinês teriam cogitado uma possível candidatura para receber o Mundial de 2026 ou 2030.

Dupla ou trio
Com Europa e Ásia fora do baralho, a América do Sul pode ter chance. Parece que os esforços estão direcionados para Argentina e Uruguai dividirem o Mundial de 2030. O ano celebrará o Cen­tenário da Copa do Mun­do, que foi organizada pela primeira vez no Uruguai, em 1930. A América do Norte também aparece co­mo boa opção.

“Uma candidatura dos Estados Unidos, junto com o Ca­nadá, ou mesmo com o Mé­xico, seria uma bonita can­didatura”, comentou o investigador de Direito e E­conomia do Esporte da França, Jean-François Brocard, à AFP. A organização conjun­ta do evento voltou a ser uma possibilidade, que inclu­sive tem sido elogiada por Infantino. O presidente da Concacaf (Confederação das Américas do Norte e Central e do Caribe), Victor Montagliani, confirmou a chance: “é uma possibilidade”.

Sem contar a Oceania, que nunca recebeu a Copa do Mundo, a Concacaf é a confederação que está há mais tempo sem organizar um Mundial: desde 1994, nos Estados Unidos. Além disso, os três países tem as infraestruturas necessárias.

O presidente da federação mexicana de futebol, Decio de María, anunciou em mar­ço de 2016 que existe a vontade de receber a Copa pela terceira vez. O país recebeu as disputas de 1970, vencida pelo Brasil de Pelé, e a de 1986, na qual Diego Maradona levantou a taça com a Argentina.   

 

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