Sem Ortigoza, Wallace deve voltar a ser usado no ataque

Meia marcou todos os seus sete gols na temporada quando jogou improvisado de atacante. Mas desde que Ortigoza chegou, Wallace só balançou as redes uma vez

Wallace balançou as redes no jogoWallace balançou as redes no jogo - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

O status do meia Wallace Pernambucano no Náutico foi atualizado várias vezes nesta temporada. Começou como ponto de experiência, ao desembarcar no clube como um dos reforços com currículo mais vasto. Virou referência ofensiva devido a lacuna de centroavantes no Timbu no primeiro mês do ano. Com poucos jogos, se tornou artilheiro e principal jogador do clube. Mas nos últimos dois meses, os rótulos positivos terminaram. A queda de desempenho tirou o protagonismo do atleta. O posto ficou com Ortigoza, centroavante que caiu nas graças da torcida em pouco tempo. Reviver a boa fase do passado é tudo que Wallace deseja. E, com a lesão do paraguaio, uma necessidade urgente para os alvirrubros.

Wallace começou 2018 improvisado no ataque. Foi atuando mais à frente que ele balançou as redes sete vezes. Duas deles em um clássico contra o Sport, pelo Campeonato Pernambucano. Coincidentemente, seu futebol foi se ofuscando com o retorno ao meio-campo, provocado pela chegada de Ortigoza. Desde que o paraguaio apareceu, Wallace só balançou as redes uma vez, no dia 8 de março. A última até o momento.

O jejum de quase dois meses também teve influência de uma queda na condição física de Wallace. “Teve um jogo que sofri um choque na cabeça e passe uma semana sem exercícios. Depois machuquei a posterior da coxa (esquerda) e também fiquei fora (dos treinos). Você acaba perdendo rendimento”, explicou o meia.

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No sábado (6), contra o Confiança, na Arena de Pernambuco, pela quarta rodada do Grupo A da Série C, Wallace pode voltar a ser utilizado como atacante. O titular Ortigoza foi diagnosticado com uma lesão na região que fica atrás do joelho direito e desfalcará o Náutico por 15 dias. “Eu quero é jogar, não importa a posição. Vim para ajudar. Mas eu gosto de ficar ali na frente, perto do gol. Se o professor optar por mim, eu vou procurar ajudar da melhor forma”, declarou.  

Nessa retomada, Wallace aposta na reedição da parceria com Lelê, com quem já jogou no Ceará. “Na época ele ficava mais na beirada, enquanto eu jogava no meio. Tentaremos repetir (entrosamento) da mesma forma que tínhamos antes. Tenho amigos no Confiança, quando joguei por lá, mas quando entrar em campo não vai ter amizade”, frisou.

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