Sem patrocínio, Sandro Varelo vai em busca de sonho na Paralimpíada

Medalhista no lançamento de dardo, Sandro Varelo muda e tenta obter marca no arremesso de peso, porque sua especialidade não está na competição

Sandro Varelo, medalhista nos Jogos Parapan-Americanos 2019Sandro Varelo, medalhista nos Jogos Parapan-Americanos 2019 - Foto: Divulgação

Medalhista de ouro e de bronze na primeira participação da carreira nos Jogos Parapan-Americanos, no ano passado, em Lima, no Peru, o pernambucano Sandro Varelo, de 38 anos, viveu uma temporada especial em 2019, finalizada com chave de ouro ao receber o Prêmio Pódio Pernambuco de melhor paratleta do Estado, em dezembro. Ele, claro, conta com orgulho os feitos alcançados. Mas não esconde que deseja ir além.

Especialista no lançamento de dardo, disputa na qual foi campeão em Lima, Sandro está passando por uma reprogramação. Isso porque a prova principal dele não estará nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que acontecem entre os dias 25 de agosto a 6 de setembro. A solução, então, foi mirar no arremesso de peso, que, embora não seja a especialidade da casa, rendeu ao pernambucano um bronze no Parapan, mesmo sem o devido treinamento na época. Para não perder tempo nessa mudança, Sandro não teve férias no final de 2019. Emendou o trabalho para chegar tinindo às seletivas para os Jogos.

Ele precisa arremessar de 11,98 metros para cima - essa marca é o índice classificatório. Nos próximos meses, tem três competições programadas: Desafio CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo -, no Recife (12 de março), Norte/Norte de Paratletismo, também no Recife (13 e 14 de março), e Open Internacional de Clubes, em São Paulo (23 a 28 de março). “Estou tentando me adaptar ao arremesso de peso, pois é um treinamento totalmente diferente (do dardo). Não tive tempo de descanso nem de férias, pois estamos muito envolvidos em melhorar nossas marcas”, conta o medalhista, que não se alimenta do que já fez, mas do que ainda há por fazer. “Procuro viver sempre o hoje. E hoje estamos em 2020, então estou buscando os momentos de 2020.”

A rotina de quem quer realizar o sonho de disputar a primeira Paralimpíada é de quase 11h de treinos diários, entre trabalhos físicos e técnicos. Ele tem o suporte de uma equipe multidisciplinar, com preparador físico (Djalma Miranda), técnico de campo (Pedro Antônio), fisioterapeuta (Vivian Chalegre) e nutricionista (Rodrigo Freire).

Manter-se no alto rendimento, contudo, é um desafio diário. Isso porque Sandro, embora seja um dos destaques nacionais do paradesporto, não conta com patrocínios. O único subsídio dele atualmente é o Time PE, ofertado pela Secretaria de Educação e Esportes do Estado. Não fosse isso, o talento de Sandro estaria sendo desperdiçado, assim como infelizmente acontece com muitos atletas e paratletas do País. De onde ele tira forças para continuar? “Não podemos perder a esperança e a fé de que as oportunidades vão aparecer. Esperar com paciência, mas não parado”, diz ele, que é exemplo de vida, superação e disciplina.

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