Semenya, bicampeã olímpica, volta a ser impedida de correr

Atleta dos 800m, não disputará o Mundial, em Doha. Ela era a grande favotira a conquistar o campeonato

Caster Semenya, corredora sul-africanaCaster Semenya, corredora sul-africana - Foto: Saeed Khan/AFP

A sul-africana Caster Semenya não defenderá seu título mundial nos 800m em Doha, em setembro, por conta da decisão da Corte Suprema suíça em revogar a suspensão temporária do polêmico regulamento da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) que afeta as atletas hiperandrogênicas.

"Estou muito desapontada por não poder defender o título que me custou tanto para vencer, mas isso não me ajudará a continuar na luta pelos direitos humanos de todos os atletas envolvidos", disse a sul-africana em comunicado divulgado por seu advogado.

Caster, que tem hiperandrogenismo (altos níveis de testosterona no sangue), havia apresentado um recurso contra a medida da IAAF e por isso tinha voltado a competir. Em junho passado, a bicampeã olímpica foi medalha de ouro na prova que é especialista na Diamond League de Eugene, nos Estados Unidos.

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A sul-africana está envolvida em uma disputa com a IAAF e ambos os lados estão aguardando a justiça suíça decidir sobre a regulamentação controversa da federação, que afirma que as atletas hiperandrogênicas devem ser submetidas a tratamentos hormonais para diminuir os níveis de testosterona para competir internacionalmente em provas que variam de 400 metros a milha (1.609 m). A medalhista olímpica, de 28 anos, se nega a fazer qualquer tratamento hormonal.

A IAAF estima que uma alta taxa de testosterona oferece a esses atletas uma vantagem injusta na categoria feminina.

Caster era grande favorita para vencer os 800m em Doha, já que tem a melhor marca do ano com o tempo de 1'54''98, alcançado em 3 de maio, precisamente na capital do Catar.

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