Série C: Decidir vaga em casa nem sempre leva ao acesso

Apenas 14 dos 28 clubes que tiveram a vantagem de realizar a segunda partida como mandante nas quartas de final conseguiram subir de divisão

Torcida do Náutico no Clássico das Emoções, nos AflitosTorcida do Náutico no Clássico das Emoções, nos Aflitos - Foto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco

Sem o critério do gol qualificado fora de casa ou de avançar de fase com dois resultados idênticos, a única vantagem dos clubes que terminaram em uma das duas primeiras posições do Grupo A ou B da Série C 2019 é disputar a partida da volta das quartas de final em casa. Um benefício que, analisando o histórico do torneio nos últimos anos, tem sido bem mais teórico do prático.

A Folha de Pernambuco fez um levantamento das edições da Série C a partir de 2012, período em que a competição passou a adotar o modelo atual de disputa, com dois grupos de 10 clubes cada (com exceção do A de 2013, que teve 11). Ao todo, 28 times tiveram a vantagem de realizar a segunda partida da decisão por uma vaga na Série B em seu reduto. Apenas 14 avançaram para as semifinais.

As equipes que fizeram valer o mando de campo no jogo da volta foram Santa Cruz, Luverdense e Vila Nova, em 2013; CRB e Mogi Mirim, em 2014; Londrina, em 2015; ABC, Guarani e Boa Esporte, em 2016; Sampaio Corrêa São Bento e CSA, em 2017; além de Botafogo/SP e Operário/PR, em 2018. Fortaleza, Luverdense, Macaé e Duque (2012); Macaé (2013); Fortaleza e Tupi (2014); Portuguesa e ASA (2015); Fortaleza, Portuguesa e ASA (2016); Tupi (2017); Náutico e Botafogo/PB (2018) decepcionaram em casa.

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Terminar na liderança também não é sinônimo de acesso. Apenas seis dos 14 líderes dos últimos anos subiram de divisão. O Fortaleza é um exemplo claro. Hoje na Série A, o Leão liderou o Grupo A da Série C em 2012, 2014, 2015 e 2016. Em todas as edições, o time caiu nas quartas de final. Em 2017, finalmente conseguiu o acesso, mas foi apenas o terceiro da primeira fase.

Macaé (líder do Grupo B em 2012 e 2013) e Tupi (líder do B em 2014) também não conseguiram o acesso. Já Santa Cruz (líder do A em 2013), Londrina (líder do B em 2015) e Guarani (líder do B em 2016) comemoraram o retorno à Série B. O Tricolor foi o campeão da edição, enquanto paranaenses e paulistas ficaram com o vice nos respectivos anos. Em 2017, os líderes Sampaio Corrêa (Grupo A) e São Bento (Grupo B) subiram juntos, caindo apenas na semifinal. No ano passado, o Náutico foi líder do Grupo A, mas cai nas quartas para o Bragantino. Já o Botafogo/SP, detentor do topo no B, subiu de divisão ao eliminar o Botafogo/PB no mata-mata.

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