Setor central da engrenagem dá sinais de enferrujamento

Não se adaptou e foi outro a acumular exibições abaixo da média

Dilma Rousseff e LulaDilma Rousseff e Lula - Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

 

Não houve apenas um motivo para a reação do Náutico na Série B do Campeonato Brasileiro, que reacendeu a esperança do acesso. A demissão de Alexandre Gallo, a chegada de Givanildo Oliveira, as contratações de Marco Antônio e Vinícius. Enfim, vários pilares se encaixaram no momento certo. Mas o principal deles foi o rendimento dentro das quatro linhas com boas atuações.

Neste ponto, o coração e o cérebro da equipe, na sequência de oito partidas sem derrotas e seis vitórias, foram o meio-campo do Timbu. Exatamente o setor que apresenta a maior queda de desempenho na oscilação alvirrubra nesta reta final de competição. Rodrigo Souza, Marco Antônio e Vinícius, peças fundamentais na engrenagem, caíram de produção e, consequentemente, os resultados negativos vieram juntos.

O volante Rodrigo Souza, por exemplo, teve uma boa sequência de jogos na transição entre os treinadores. Inclusive, participou de forma direta do primeiro triunfo fora de casa do Timbu, sob o comando de Givanildo Oliveira, ao marcar o primeiro gol do 2x1 sobre o Paraná. Contudo, nos últimos seis jogos foi substituído no segundo tempo sem dar a contribuição à equipe que se espera. Sem mostrar a mesma condição física do primeiro semestre, o jogador também tem falhado na parte técnica com passes errados e pouca segurança na marcação, deixando João Ananias sobrecarregado.

A parte física também tem prejudicado o futebol de Marco Antônio. Como não atuava há cinco meses e fez uma pré-temporada no Catar - onde o nível de exigência é bem mais baixo do que no Brasil -, o camisa 10 sentiu a maratona de 11 partidas seguidas e vem mostrando cansaço. Além das substituições certas nos confrontos, tem sido poupado nos treinamentos para evitar um desgaste maior. Porém, nem isso tem feito com o que o meio-campista reencontre a melhor forma.

O caso de Vinícius é o que gera mais dúvidas e preocupações na torcida. Nos primeiros quatros jogos no seu retorno, em que atuou dois como titular, marcou cinco gols. Fez dois contra o Sampaio Corrêa e três diante do Paysandu.

Desde então, não balança mais as redes e pouco tem ajudado na criação. Uma das justificativas pode ser a mudança do esquema implantada por Givanildo Oliveira a partir da sua terceira partida. Com apenas dois atacantes, o meia também ganhou a responsabilidade de chegar ao setor ofensivo e revezar o posicionamento com Bergson pelos lados e centralizado. Não se adaptou e foi outro a acumular exibições abaixo da média.

Embora esteja com problemas no setor, o comandante alvirrubro não ensaia qualquer mudança na escalação. Givanildo já demonstrou ter pouca confiança nos reservas para realizar mudanças. Mas para enfrentar o Tupi/ MG, sábado, o técnico pelo menos terá tempo para recuperar os atletas com a semana cheia de trabalhos.

 

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