Simulação de velório comove torcida em Chapecó

A carreta que irá transportar os caixões e estava na simulação foi escoltada por policiais e bombeiros

A ideia de Felipe Carreras é suspender os atos do Governo Temer até que seu recurso seja julgado no Tribunal A ideia de Felipe Carreras é suspender os atos do Governo Temer até que seu recurso seja julgado no Tribunal  - Foto: Alfeu Tavares

Quando os portões da ala sul da Arena Condá se abriram por volta das 15h desta quarta-feira (30), com a chegada de uma carreta escoltada por policiais, toda a torcida da Chapecoense que acompanha a movimentação do time correu para o mesmo lado da arquibancada, em direção ao portão. Ouviam-se gritos de "é só uma simulação".

É que alguns dos torcedores chegaram a pensar que já se tratava da a chegada das vítimas. A maioria observou em silêncio, emocionada, a chegada do comboio. O simulado do velório coletivo de parte das 71 vítimas da queda de avião na Colômbia que matou jogadores e jornalistas foi organizado por bombeiros, policiais e agentes de segurança. O comboio saiu do aeroporto de Chapecó, onde devem chegar os corpos das vítimas, provavelmente na sexta-feira (2).

A carreta que irá transportar os caixões e estava na simulação foi escoltada por policiais e bombeiros. Eles planejam a logística do translado entre aeroporto e Arena Condá. Dentro do estádio, no campo, também já é possível acompanhar a montagem da estrutura que irá acomodar familiares, torcida e os corpos de jogadores e jornalistas.

Ainda não há o número exato de vítimas que serão veladas na cerimônia. Mas, segundo a assessoria do clube, todos os corpos serão trazidos à cidade, onde haverá uma grande homenagem, e depois levados para suas cidades, se assim for o desejo dos familiares. Nesta noite, haverá vigília e homenagem às vítimas na Arena Condá às 21h45, hora que estava previsto a partida da Chapecoense contra o Atlético Nacional, na primeira partida da final da Copa Sul-Americana.

O acidente com uma aeronave modelo Avro RJ85, nesta terça (29), próximo a Medelin, na Colômbia, deixou 71 pessoas mortas, incluindo 19 jogadores da Chapecoense e 20 jornalistas.

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