Sob olhar do mercado, Constantino fala sobre a Reforma do Estatuto

Depois de vários dias sem se pronunciar, o chefe do executivo tricolor explicou o clima no Arruda e o que espera das próximas discussões sobre a reforma estatutária

Presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior Presidente do Santa Cruz, Constantino Júnior  - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Mais de dois meses em discussão, semana efervescente em meio a uma reunião cercada por indefinições. Sem declarações do presidente. Dessa vez, a história mudou e após dias em silêncio, Constantino Júnior abriu o jogo sobre o que pensa acerca da reforma do estatuto e dos ânimos dentro do Arruda. Entre uma fala e outra, ainda que de forma ponderada, o mandatário coral disse ser a favor de “reformas que venham para ajudar o Santa Cruz” e pediu “harmonia” entre os poderes do Tricolor.

“Em todo clube, o presidente do executivo tem essa autonomia, ou deveria ter. Eu sabia que iria pegar uma presidência como é a formatação do Santa Cruz. Claro que eu apoio reformas que venham para ajudar o Santa Cruz. Acho que a gente tem que ter eleição direta para presidente, tem que ter a questão da democratização dos sócios. Alguns pontos que a Comissão do Estatuto buscou esse equilíbrio. O que eu sempre prezei é que se tenha diálogo. Não é que faltou diálogo de uma parte para a outra. (Mas) hoje, o clube vive uma dicotomia de quem já passou por aqui e de quem tá entrando e eu, como quem está gerindo, precisando de resultados...imagina arrumar a casa com as pessoas brigando, é complicado. O que eu quero é ter essa harmonia entre os poderes”, pontuou.

Assim como em cenário político comum - considerando as ressalvas que envolvem o contexto do futebol - o mercado da bola funciona como uma espécie de telescópio, que observa diariamente às condições apresentadas por um clube. Se a rede financeira e a estabilidade interna de uma instituição são colocadas em ‘cheque’, com isso, as possibilidades de estabelecer um relacionamento estável com o mercado também são diminuídas. Dessa forma, Constantino pregou “mais diálogo” entre as partes envolvidas nas duas propostas de reforma do estatuto coral.

“O mercado às vezes entende que está tendo confusão no clube. Que está sendo mal gerido. E não é esse recado que a gente precisa dar. Sempre é importante mais diálogo, respeito, harmonia. Não quer dizer que sou contra ou extremamente a favor (da reforma do estatuto), o que eu quero é que a gente possa fazer isso sem feridas”, reiterou, ressaltando os caminhos a serem tomados no clube.

“Como presidente, preciso buscar avanços para o Santa Cruz e melhorias, mas dentro de uma harmonia. Se a gente for com inteligência, certamente, ao final desse processo, o Santa Cruz sairá fortalecido, engrandecido e com a torcida junto. É esse o caminho”, concluiu.

As discussões sobre a reforma estatutária foram suspensas pelo Conselho Deliberativo do clube na semana retrasada, sob a justificativa de que “a poeira baixe” no Arruda e os dois textos sejam melhor estudados e refletidos - um que começou a ser construído ainda no ano passado pela Comissão de Reforma do Estatuto e a torcida, e o outro, que foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Santa pelo Conselho de Administração do clube às vésperas da primeira reunião.

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