Sobrevivente diz que voo previa parada para reabastecimento

Falta de combustível é a principal hipótese apontada até o momento para a causa da queda do avião

Luciano SiqueiraLuciano Siqueira - Foto: Reprodução/Facebook

O técnico aeronáutico Erwin Tumiri, um dos seis sobreviventes do acidente aéreo que matou quase todo o time da Chapecoense, na terça-feira (29), na Colômbia, revelou no domingo (4) que estava prevista uma parada para reabastecimento antes da chegada a Medellín.

Falta de combustível é a principal hipótese apontada até o momento para a causa da queda do avião da empresa boliviana LaMia. Em entrevista ao programa "Fantástico", da TV Globo, Tumiri afirmou que esperava que a aeronave fosse reabastecida na cidade boliviana de Cobija, após ter decolado em Santa Cruz de la Sierra.

"Como técnico, meu trabalho é fazer a checagem pré-voo. Eu fiz um relatório contando com a parada em Cobija", contou o boliviano. "Aí me disseram que iríamos direto para Medellín. Logo antes da decolagem, perguntei de novo e, mais uma vez, me disseram que iríamos direto."

Durante a última semana, autoridades da Colômbia também afirmaram que tinham a informação de que haveria a escala, que certamente evitaria o acidente. Segundo Tumiri, a quantidade de combustível a ser colocada no avião é sempre decidida pela empresa, e ele se limitou a cumprir o que foi determinado pela LaMia.

Conversa com Caio Júnior
Na entrevista, o técnico boliviano relatou suas lembranças dos momentos que antecederam o acidente, e do que ocorreu logo após a queda. Tumiri contou que passageiros e tripulação não tinham consciência de que o avião estava caindo e, assim, desmentiu o rumor de que havia se salvado por ter seguido um procedimento especial de emergência.

"Ninguém percebeu que (a aeronave) iria cair. Estávamos nos preparando para um pouso normal." O boliviano revelou que, poucos momentos antes do acidente, estava em uma animada conversa com o técnico da Chapecoense, Caio Júnior, uma das 71 pessoas que perderam a vida na tragédia.

"Ele estava me ensinando a falar português. Foi então que deram o aviso para afivelar os cintos de segurança, aí voltamos para nossos lugares. Senti que o avião estava vibrando, mas achei que fosse algo normal."

Tumiri, que ajudou a resgatar a comissária de bordo Ximena Suárez, outra sobrevivente, contou que deseja conhecer Chapecó. "Às vezes sinto como se tivesse sido salvo por eles (os jogadores), como se eles tivessem dado suas vidas pela minha. Por isso, agora tenho o sonho de ir à cidade."

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