Sorriso encara o novo jogo fora de campo: 'telefone não para'

Gerente remunerado do Santa Cruz há um pouco mais de um mês, o ex-volante usa a bagagem de 22 anos no futebol e os estudos de gestão esportiva para exercer a função de dirigente pela primeira vez

Luciano Sorriso tem 35 anos e se aposentou dos gramados em maio deste anoLuciano Sorriso tem 35 anos e se aposentou dos gramados em maio deste ano - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 

Há pouco mais de um mês exercendo a função de executivo de futebol pela primeira vez na carreira, Luciano Sorriso tem convivido com uma rotina agitada no Santa Cruz. Segundo ele, o telefone não para, sendo preciso carregá-lo três vezes por dia para não perder a comunicação com o mercado. As novas práticas como gerente remunerado são desafiadoras e bem diferentes das que executou como jogador até o mês de maio deste ano, quando se aposentou dos gramados, aos 35 anos. O último clube do ex-volante foi a Portuguesa/SP.
“Confesso que as preocupações de um dirigente são maiores. Como atleta, procurava só me dedicar nos treinos e buscar o melhor dentro de campo. Produzia nos gramados e nas folgas relaxava para descansar o corpo. Como diretor, a mente não para. Passo boa parte do dia trabalhando. Não é à toa que tenho dormido pouco, mas o momento pede isso e sabia que iria acontecer”, declarou.
A interação do diretor, que foi contratado pelo Santa no dia 5 de novembro deste ano e chegou ao Arruda como status de “superministro”, com o presidente Constantino Júnior, o técnico Leston Júnior e os jogadores do elenco é intensa. Além do acúmulo de tarefas, ele ainda é um dos responsáveis por negociar a contratação de reforços com diversos empresários. “É difícil até mensurar o número de ligações que recebo por dia. O telefone não para e tem sido bem difícil. Procuro dar atenção a todos (os agentes)”, contou.
Assim que iniciou o seu trabalho no Arruda, Luciano Sorriso destacou que usaria a bagagem de 22 anos no futebol, sendo 16 como atleta profissional, para atrair jogadores. Ele, por exemplo, passou por mais de 15 clubes diferentes, sendo capitão e referência em alguns deles, inclusive no próprio Santa Cruz, em 2013 e 2014. O seu bom relacionamento foi um dos pontos que chamaram a atenção do presidente Constantino Júnior, que o convidou para fazer parte da gestão como homem forte da diretoria na temporada 2019.
“Amigos me ligam diariamente pedindo uma força, até porque ‘até ontem’ estava dentro de campo. Ele acham que, às vezes, esses fatores de convivência e de amizade obrigam a ajudá-los, mas não é dessa forma. É preciso ser profissional para não misturar as coisas e por isso avalio da melhor forma, procurando escutar todos”, revelou.
Em pouco tempo de capacitação na área, Sorriso se preparou fazendo cursos de gestão esportiva na Universidade do Futebol e na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de iniciar uma faculdade em Educação Física. Ele tem buscado colocar em prática a teoria que aprendeu na carreira.
“A resposta na nova função tem sido positiva após a oportunidade surgir antes do esperado. Muita gente tinha dito que eu tinha perfil para isso pela minha personalidade e pelas experiências de gerir situações boas e ruins do futebol. Escuto pessoas e já vi exemplos corretos. Procuro ouvir todos dentro das minhas convicções e tento exercer o que tenho estudado”, pontuou.

 

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