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Futebol

Sport: Ítalo explica negociação com Lucas Lima e cita dívidas no futebol: "mais de R$ 50 milhões"

Executivo destacou que clube ainda aguarda sinalização do camisa 10 para saber se contará com o jogador em 2026

Lucas Lima, meia do SportLucas Lima, meia do Sport - Foto: Paulo Paiva / Sport Recife

O Sport ainda não desistiu de contar com o meia Lucas Lima para 2026. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (6), no Centro de Treinamento José de Andrade Médicis, o executivo de futebol do clube, Ítalo Rodrigues, explicou que o Leão fez uma contraproposta para segurar o atleta e aguarda a resposta para saber se o camisa 10 continuará na Ilha do Retiro.
 



“Desde o início, nas primeiras reuniões, Lucas foi um dos primeiros atletas procurados por Hudson. Ele é o gerente do clube, de total confiança, e já jogou com Lucas. Já tinham uma relação e queríamos usar isso para ter um poder maior de convencimento. Chegamos próximos do que Lucas pediu, com uma diferença mínima (de valores). Estamos aguardando a resposta dele”, afirmou.

No Sport, Lucas Lima recebe R$ 400 mil. O Sport, inicialmente, queria pagar R$ 200 mil e, em seguida, chegou a fazer uma “engenharia financeira” para chegar a um valor pouco acima dos R$ 300 mil. 

“Queremos contar com ele e estamos fazendo um esforço grande para mantê-lo. Mas também tenho de ser verdadeiro com o torcedor: ele (Lucas) também tem de querer. Não adianta demorar uma semana porque já vamos estrear com o sub-20 e precisamos de um time forte para jogar. Esperamos que ele aceite nossa proposta e se apresente o quanto antes. Demos um prazo, mas não posso dizer (qual). Vamos aguardar”, pontuou.

Débitos

Para contextualizar o cenário financeiro do Sport que explica a opção por renegociar contratos antigos, o executivo citou que o Leão tem uma dívida acima dos R$ 50 milhões no futebol.

“Devemos 24 milhões de 2025 só de salários atrasados, fora as dívidas de compra e aquisição de direitos econômicos, que somam mais R$ 27 milhões. Só aí, temos mais de R$ 50 milhões”, contou. Com um orçamento enxuto, o executivo indicou que uma das saídas seria vender o volante Zé Lucas, mas sem “queimar um ativo”.

“Isso requer estratégia e habilidade. Hoje, se a gente vender o Zé, as coisas ficariam mais calmas. Mas não podemos pegar um ativo nosso e, por benefício da gestão, falar para vender. Não estaria sendo o profissional que sentou aqui e que disse que faria o melhor para o clube. Não quero o melhor para mim, para minha carreira, mas sim para o Sport. Não podemos queimar um ativo para viabilizar nosso ano. Sei que seria um caminho mais fácil. Diria até que a maioria das pessoas seguiria, mas não vem ao caso”, detalhou.

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