Sport: só não pode perder o foco

Em começo avassalador, Daniel Paulista registra números de respeito no comando do Sport, que conseguiu sair do sufoco

Treinador computa 75% de aproveitamento dos pontos, um desempenho bastante expressivoTreinador computa 75% de aproveitamento dos pontos, um desempenho bastante expressivo - Foto: Bruno Campos/arquivo folha

 

Seja entre torcedores ou profissionais na bola, no Brasil é muito comum se analisar prioritariamente números no lugar de desempenho, que se torna fator secundário na maioria das vezes. Tema recorrente para debates acalorados nas didáticas mesas de bar, essa polêmica parece não ter fim. A verdade que uma coisa não anula a outra e claro que o mais adequado é que os dois pontos sejam analisados de maneira equilibrada. Na Praça da Bandeira, o ídolo como jogador e agora treinador Daniel Paulista completou apenas quatro jogos sob o comando do Sport, tempo suficiente para passar pelo seu primeiro raio-x entre torcedores e Imprensa. Na questão estatística, ele já registra feitos incríveis.
Com três vitórias e apenas uma derrota, ele computa 75% de aproveitamento dos pontos, desempenho superior a todos os treinadores leoninos que disputaram a Série A desde 2007, na primeira participação do clube na era dos pontos corridos. Os vice-líderes neste quesito são Geninho (2007) e Eduardo Baptista (2015), com 47%. Dando seguimento aos números, foram seis gols marcados e apenas dois sofridos, justamente no único revés até aqui, contra o líder Palmeiras. Servindo como comparativo, Daniel conseguiu subir a média de gols marcados de 1,3, com Oswaldo de Oliveira, para 1,5.

Porém, o mais espantoso é a evolução defensiva. Se com Oswaldo o Leão sofria 1,6 gol por jogo, com o novo comandante essa média caiu para 0,5. Além disso, com os resultados dessas últimas quatro partidas o Sport baixou de 29% para apenas 2%, segundos os sites especializados.

Números postos à mesa, é hora de mesclar com o desempenho dentro de campo. A evolução leonina é visível aos olhos de todos. Após uma estreia nervosa contra o Vitória, a equipe mostrou consistência defensiva satisfatória, a exceção foram as falhas individuais de Matheus Ferraz que resultaram nos dois pênaltis desperdiçados pelos baianos. Contra a Ponte Preta, mais um jogo seguro defensivamente, sem maiores sustos na retaguarda e, assim como contra os baianos, mais uma peça ofensiva decidindo o placar. Diante do Grêmio, na última segunda-feira, a melhor apresentação, mesmo sem quatro titulares, com as duas linhas de quatro compactadas de forma eficiente quando o time não está com a posse, dando poucos espaços, principalmente no segundo tempo.

Até mesmo na derrota contra o líder Palmeiras o time rubro-negro não foi mal, tendo boas chances de empatar ou até mesmo vencer a partida.  Tirando a empolgação dos torcedores, é pouco tempo para afirmar que a passagem de Daniel Paulista será brilhante ou que a sua carreira como técnico de futebol irá deslanchar. Mas, que poucos tiveram um início tão brilhante, jogando na elite nacional, isso sim é possível cravar.

Oswaldo
Em sua primeira entrevista coletiva como técnico do Corinthians, o treinador Oswaldo de Oliveira justificou sua fraca passagem pela Ilha do Retiro no baixo nível técnico do elenco leonino. Em quatro jogos pelo Timão, ele tem uma vitória, dois empates e uma derrota, somando 41% dos pontos, pouco superior aos 37% registrados quando deixou o Sport.

 

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