Sport sonha em voltar a 'rugir' alto

Eduardo Baptista quer fazer a Ilha do Retiro ser um fator de diferença já a partir deste domingo, diante do Palmeiras

Eduardo BaptistaEduardo Baptista - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A fase é complicada na Praça da Bandeira, com o Sport chegando a ter 90% de chance de rebaixamento, mas requer um esforço extra de todos para que ela deixe o status de improvável para provável. E a tirar pela iniciativa do treinador Eduardo Baptista, o Sport começa a sonhar com que os bons ventos voltem a soprar para o lado da Ilha do Retiro.

Na terça-feira à tarde, o comandante rubro-negro quebrou o protocolo e pediu para conceder entrevista no Centro de Treinamento José Médicis, em Paratibe. Na grande maioria dos clubes, assim como no Leão, a tendência é que o técnico esteja presente nas coletivas apenas às vésperas e logo após os jogos. De forma geral, são essas entrevistas as mais concorridas, quando geralmente escalações, esquemas táticos e relações com jogadores e até mesmo dirigentes são expostas.

Com o próximo compromisso sendo apenas neste domingo (23), contra o Palmeiras, o normal seria que um jogador fosse escolhido para falar com a imprensa presente no CT ontem. Porem, não foi isso o que aconteceu, com Baptista pedindo a palavra para mostrar o seu otimismo e confiança numa reviravolta do Sport.

"Hoje (na terça-feira) não é dia de jogador falar, é de comando. Era dia de o comandante vir falar aqui. Eu tenho até me estrepado com algumas coisas na carreira, mas uma coisa que eu não faço é fugir na hora do comando aparecer. É hora de eu pedir para o torcedor comparecer e acreditar. Não é uma missão fácil, mas não vamos jogar a toalha", comentou Eduardo, para em seguida emendar.

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"Não vou pintar um quadro bonito aqui. Sei que a situação é delicada, mas estamos juntos, perto de todo mundo que luta ali embaixo. São sete jogos em casa para fazermos 21 pontos e chegarmos aos 45", emendou Eduardo Baptista.

Na sua segunda passagem pelo Sport, Eduardo Baptista relembrou um episódio em 2014, quando ainda era preparador físico, assumiu o time interinamente e em seguida foi efetivado. "Em 2014, assumi esse mesmo Sport com apenas 1% de chance de classificação na Copa do Nordeste. Um mês e meio depois nós estávamos levantando a taça de campeão. Aqui no Sport não se joga a toalha", afirmou.

Acreditando na força da torcida leonina, Baptista quer fazer o "fator casa" fazendo a diferença já a partir deste domingo, diante do Verdão. "Podia ser o Real Madrid, o Íbis ou qualquer um, mas vai dar Sport. Nós vamos fazer a Ilha do Retiro pulsar no domingo e vamos sair de campo com uma vitória", finalizou.

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