Especial 87
Especial 87Foto: Hugo Carvalho

Mal sabia Marco Antônio o peso daquela cabeçada aos 19 do segundo tempo, que garantiu o placar de 1x0 contra o Guarani, na final do Campeonato Brasileiro de 1987. Daquele momento em diante, não foi só um gol que acabou anotado, uma partida vencida ou um título conquistado.

Este pequeno recorte na história tem um significado exclusivo para milhares de pernambucanos. Ele é sinônimo de orgulho. Este sentimento foi forjado em todas as pessoas presentes na Ilha do Retiro, no dia 7 de fevereiro de 1988, e ficou de herança para as gerações de rubro-negros nascidas nesses 30 anos.

O convite à leitura dos depoimentos de leoninos que deixamos abaixo, o pontapé inicial do especial "Geração 87", que segue até esta sexta-feira (9),  dá uma clara ideia do quão importante foi este feito. Ilustres ou anônimos, 87 tem um sentido que une qualquer apaixonado pelo Sport Club do Recife. Justamente a noção de que naquele mínimo instante, delimitado por minutos, o Brasil começou a ser seu.

Lula Queiroga (cantor)
"1987: o ano que nunca acabou. Eu morava no Rio naquela época. Na verdade, eu era Flamengo, mas não atentava a essa história de futebol. O que me lembro é que o Flamengo tinha sido campeão. Depois, quando fui estudar e procurar saber mais sobre futebol vi que o Sport de fato tinha sido o campeão. O mais incrível disso tudo é durar 30 anos uma polêmica que pegou o futebol, judicializou, e finalmente teve um desfecho jurídico que é o Sport como único campeão brasileiro de 1987. Todo torcedor do Sport pode usar no peito essa estrela, pois foi de fato, de direito e de cabeça."

Na época do título, Lula Queiroga morava no Rio

Em 1987, artista morava no Rio - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Fernando DDI (jogador de beach soccer)
"Eu tinha seis anos em 87, então não vivenciei muito o campeonato, mas procuro saber da história, de como tudo aconteceu. É um título importantíssimo, legítimo para o Sport, incontestável, e que deve ser muito comemorado, assim como as tantas outras conquistas que temos. Gosto muito de estar em estádio, de torcer, sempre que estou no Recife acompanho não só o futebol, mas o clube em suas outras modalidades. E quando viajo levo o Sport onde vou, é realmente uma paixão na minha vida." 

Atleta tinha seis anos quando Leão conquistou título

Atleta tinha seis anos em 1987 - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco 

Jarbas Vasconcelos (ex-governador)
"Foi um título muito valorizado. O estádio estava quase sempre cheio, renda excelente. E o time correspondia a todas as expectativas da torcida. Esse (1987) foi um dos momentos que eu mais comemorei. Eu vi quando o Sport foi campeão do cinquentenário, mas acho que 1987 foi a maior comemoração ou uma das maiores. Foi um título muito significativo para o Sport. O Leão deu uma alavancada, se conceituou mais no Sul, se firmou como time grande no cenário nacional".  

Título foi um dos que Jarbas mais comemorou

Título foi um dos que Jarbas mais comemorou - Crédito: Flávio Japa/Arquivo Folha


Rúbia Gomes (responsável pela sala de troféus do Sport)
"Todas as taças são importantes, porque cada uma tem a sua história, o seu suor, a sua luta, mas a de 1987 é muito importante. Os torcedores mesmo diziam assim, quando a taça estava exposta aqui fora: 'cuidado, não deixe mexer, não'. No clube, também passavam isso para mim: 'olhe, de jeito nenhum tire essa taça daí'. Com certeza teve do torcedor querer pegar na taça, mas eu dizia que não podia tirar (de onde estava exposta). Reclamavam que no vidro não dava para tirar foto boa, mas eu dizia que tinha que ser assim mesmo, tem que tirar a foto do lado da taça."


Rúbia Gomes trabalha há dez anos no clube

Rúbia trabalha há dez anos no clube - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Cláudio Melo (aposentado)
"O título representa o maior título já conquistado pelo clube. Único título da 1ª divisão nacional e que até hoje alguns querem contestar, mas que já está mais que comprovado que o verdadeiro campeão de 87 é o Sport. Eu estava no jogo no gol de Marco Antônio e foi uma festa total, tanto nas ruas como na Ilha. Foi uma super comemoração na cidade. Lembro que os jogadores, passado o título, vieram para a Ilha para uma tarde de autógrafos e fotografias. Inclusive tenho fotos, até com a verdadeira taça. Foi muita comemoração."

Cláudio estava no jogo no gol de Marco Antônio

Cláudio estava no jogo do título - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Joanna Maranhão (nadadora)
"É difícil e muito forte para mim falar desse título porque, apesar de não o ter vivido, nasci em 87. Cresci dentro de uma família rubro-negra que sempre falou muito sobre isso. É motivo de muito, muito orgulho para nós. E não é à toa. Tem toda essa rivalidade com o Flamengo, de quem é o verdadeiro campeão, soa até como brincadeira. Me identifico muito com o Sport pela coisa aguerrida, de lutar até o final. E a gente sabe que não é fácil competir com times do Sul/Sudeste. Então tenho realmente muito orgulho de ser rubro-negra, tenho, inclusive, a camisa com número 87. Sou daquelas torcedoras bem bairristas mesmo."

Joanna cresceu dentro de família rubro-negra

Joanna cresceu dentro de família rubro-negra - Foto: Satiro Sodré/AGIF/AE

André Galindo (jornalista)
"Ao jornalista, 1987 se tornou uma obsessão. Como um campeonato poderia ser tratado de forma tão conflitante no noticiário do País inteiro? Para eliminar essa inquietação, resolvi dedicar dez anos de minha vida à pesquisa que resultou no livro 1987 - De fato, de direito e de cabeça. Era preciso um reencontro da história com os seus fatos. Mitos construídos ao longo de décadas foram desfeitos. Conclusão: 1987 é complexo, há erros de todos os lados, há muitos meios e um mesmo fim, com o Sport como legítimo campeão.”

Jornalista dedicou dez anos à pesquisa sobre torneio

Jornalista dedicou dez anos à pesquisa sobre torneio - Foto: Reprodução

Alexandre Manoel (servidor público)
"Como torcedor, não só para nós torcedores do Sport e sim para todo o Nordeste, isso foi um marco de uma briga nos tribunais e dentro de campo. Foi um divisor de águas em relação às brigas com os grandes clubes. Esse título representa o maior dentro do contexto da sua importância, como essa briga que o Sport tem com o Flamengo e que nunca perdeu uma."

Torcedor considera título como um marco

Título é um "marco", diz torcedor  - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Santanna (cantor)
"Foi muito gratificante para nós, nordestinos, o Sport ter sido campeão em 87, pois a arrogância do pessoal do Sudeste faz com que isso aconteça. O Flamengo, que era o time dos sonhos, se negou a jogar contra o Sport, pois no entendimento deles seria vergonhoso jogar contra um time do Nordeste e correr o risco de perder e o título vir para cá."

Conquista foi gratificante, afirma cantor

Conquista foi gratificante, afirma cantor - Foto: Paullo Allmeida/Arquivo Folha

Neco (ex-jogador do Sport)
"Um título representa muito para qualquer um. Qualquer jogador de futebol marca sua carreira pelos títulos que conquistou. E hoje eu posso dizer que sou um ex-atleta realizado. Porque eu fui campeão nacional. Cheguei no ponto mais alto de uma conquista. E isso representa muito para qualquer um. Eu, um garoto vindo da Paraíba, e ser campeão brasileiro. É um sentimento que não tem explicação. Não tem como descrever."

Neco integrou elenco campeão de 87

Neco integrou elenco campeão de 87 - Foto: Jedson Nobre/Arquivo Folha

Walfrido Neto - (Presidente da Leões de Sampa e Cônsul do Sport em São Paulo)
"Essa estrela no peito da gente é como se fosse um passaporte de ingresso do Sport entre os grandes clubes do Brasil, é aquilo que separa o Leão do mediano. Estamos num grupo seleto de grandes clubes graças a esse título, juntamente com o da Copa do Brasil de 2008. É também um sentimento de defesa do título, pela forma que foi, por toda a luta que foi. O Sport tem um papel fundamental no futebol brasileiro através dessa conquista. É o que eu converso sempre: hoje em dia, clube nunca deixará de entrar em campo por achar que é maior, por achar que é só bater na mesa que vai ser campeão. Hoje em dia o clube entra em campo porque sabe que, se não entrar, perde. O Sport deixou o legado lá."

Walfrido também é um dos fundadores da Brava Ilha

Walfrido também é um dos fundadores da Brava Ilha - Foto: Cortesia

Arcôncio Gomes (funcionário do Sport)
"Assisti a todos aqueles jogos de 1987 porque eu trabalhava na área interna, lá no gramado. E nós estávamos presentes, participando diretamente do que acontecia. Esse título, para nós, foi uma coisa assim, fora do comum. A gente, como rubro-negro, sente. Eu chorei. Estava em campo, participando, lá no gramado. Recebi a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Federação. Nós tínhamos a função de coordenar a área interna. Gandula, fiscais, porteiros, tudo era comigo naquela época. Então tenho a felicidade de ter participado daquela fase extraordinária. Hoje, com 83 anos que estou fazendo, tenho orgulho de ter participado e ter aquilo no meu coração. Até hoje marca." 

Arcôncio atua no clube há mais de 40 anos

Ele atua no clube há mais de 40 anos - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Felipe Carreras (secretário de Turismo, Esportes e Lazer do Estado)
"87 foi o maior título que o Sport já teve. E eu vivi aquele campeonato. Lembro que na época, com 12 anos, eu gravava as resenhas esportivas após as partidas. Fui a praticamente todos os jogos daquele campeonato, lembro bem dos gols, conhecia os jogadores, lembro quase todo o time da época. A final foi muito emocionante, marcou a minha vida e, tenho certeza, que a todos os rubro-negros que ali estavam. O Guarani tinha um time fortíssimo, com jogadores de Seleção Brasileira. É uma conquista legítima, o Sport cumpriu o seu papel, fomos campeões dentro de campo e, para mim, até hoje, não tem um título igual."

"Eu vivi aquele campeonato" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Rafaela Amorim (integrante da torcida Elas e o Sport)
"Para mim, torcedora do Sport, apaixonada, é motivo de orgulho, gratificante, saber que um clube nordestino foi campeão do campeonato mais difícil, um dos mais disputados do mundo, que é o Campeonato Brasileiro, almejado por vários clubes do nosso futebol do País. Tenho orgulho em dizer que sou campeã brasileira de 87, em campo e na Justiça." 

 Para torcedora,

Para torcedora, "é gratificante" sem campeã de 87 - Foto: Cortesia - Crédito: Cortesia

China (cantor e apresentador)
"Eu estava na Ilha do Retiro no dia que o Sport ergueu a taça, tinha 7 anos. Aquela cabeçada de Marco Antônio, todos aqueles copos voando na hora do gol em cima do Guarani, as pessoas se abraçando e comemorando é algo que jamais vou esquecer. Em relação à rivalidade com o Flamengo, eu me divirto. Tenho muitos amigos flamenguistas que sempre falam desse título dizendo que pertence ao Flamengo.Brinco de volta dizendo que se eles quiserem visitar a taça é só aparecer na Ilha do Retiro que ela está lá para exposição." 

China estava na Ilha quando Leão ergueu taça

China estava na Ilha quando Leão ergueu taça - Crédito: Reprodução

Almir Rouche (cantor)
"Graças a Deus, eu sou de um tempo onde o Sport ganhava muito (risos). Ia uma vez ou outra pro estádio, e quando ia era uma festa enorme. O título de 87 me lembra alguns nomes. Foram dois jogos com o Guarani e Marcos Antônio nos dando o gol salvador. Ouvia falar muito de Betão, de Robertinho... figuras emblemáticas do Sport. As lembranças que eu tenho são mais as que o rádio me trazia. O gol de Marcos Antônio, eu ouvindo e me preparando para fazer algum show. Mas eu gostaria muito de estar presente na Ilha, vendo a taça sendo levantada e participando de toda esta energia."

Músico lembra das figuras emblemáticas

Músico lembra das figuras emblemáticas - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

João Paulo (ex-prefeito do Recife)
"Não consegui ir a nenhum jogo, mas estava aguardando para assistir à decisão como duas décadas depois dàquela do Sport e Corinthians na Ilha do Retiro, pela Copa do Brasil. Mas o Flamengo fugiu, ou seja: o Urubu com medo do Leão. O título significou uma grande vitória não só para o Sport e a torcida, mas para Pernambuco e o Nordeste. 1987 foi um ano de muita efervescência política e sindical, por esta razão, minhas atenções foram muito voltadas para luta dos trabalhadores."

"Urubu estava com medo do Leão" - Crédito: Rafael Furtado/Arquivo Folha

Juliane Laís (estudante)
"Esse título representa a resistência, por tudo que existia de preconceito e xenofobia com os times do Nordeste, friso isso sempre que viajo para outros estados para acompanhar os jogos e conheço outras pessoas. Para mim é um orgulho enorme dizer que 87 é do Sport. Em relação a essa briga com o Flamengo, ainda enxergo como uma forma de preconceito. Eles não aceitam. São 30 anos de briga, e 30 anos de vitória do Sport. O Leão é campeão de fato, de direito e de cabeça."

"Título representa a resistência" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Marcos Toledo (jornalista)
"Eu tinha de 14 pra 15 anos na época do título... Lembro que houve toda uma resenha do pós-título. Chegava na escola, os meus amigos que eram tricolores e alvirrubros tirando sarro, dizendo que o Sport não era campeão, uma coisa que perdura até hoje. Agora uma coisa que foi muito marcante também é que, até meados dos anos 1980, todo torcedor do Sport torcia para o Flamengo, e vice-versa. Depois dessa polêmica, criou-se uma cisma, com os rubro-negros pernambucanos odiando os cariocas, e vice-versa. Eu particulamente comecei a gostar de futebol por causa do Flamengo, porque era a base da Seleção Brasileira da Copa de 1982."

Jornalista lembra da resenha pós-título

Jornalista destaca resenha pós-título - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Pelé (segurança do Sport)
"Aquela foi uma tarde inesquecível. Depois daquele escanteio, Marco Antônio sobe e testa ela (a bola) lá do outro lado. Foi uma coisa linda. Isso aqui (a Ilha do Retiro) quase desaba. Só de lembrar eu fico muito emocionado. Ter vivido aquele momento não tem preço. Na época eu já trabalhava no clube. Eu vendia camisas, perto das sociais. E naquela final a gente vendeu bastaste... Nossa mãe do céu! 

Pelé se emociona ao lembra da conquista

Pelé se emociona ao lembra da conquista - Crédito: Anderson Freire/Sport

Cássio Zirpoli (jornalista)
"O Brasileiro 1987 é a maior conquista do futebol pernambucano, dentro de campo e sobretudo o que veio depois, porque não é fácil entrar contra CBF e Flamengo. Esse caso, que acabou em 2017, já foi o segundo caso na Justiça. O primeiro acabou em 1999. O que mostra que, de certa forma, o direito tava lá. Pesquisar isso tudo, nos jornais antigos, fazer um quebra-cabeça. Eu tinha seis anos em 1987 e cresci ouvindo: "não é campeão, não". Como profissional, você tá lá trabalhando com isso, faz a pesquisa, você vê que não existe dúvida. Pode até discutir o mérito. Tanto é que se discute até hoje. Mas na questão legal, não há discussão. Tanto é que se discute até hoje. A história é muito linear, para que se discuta. Já falei várias vezes que, se o Sport tivesse uma vírgula errada, não tinha vencido em todas as instâncias, como venceu até hoje."

"Maior conquista do futebol pernambucano" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Fabiana Karla (atriz)
"Pra gente, que sempre gostou do Sport e tem a família toda Sport, salvo um ou outro, a sensação era de Copa do Mundo. Meu pai sempre gostou de reunir todos para assistir aos jogos e nos divertíamos muito. Foi, realmente, um jogo muito importante e nós comemoramos como final de Copa. Lembro de ter o maior orgulho de sair no dia seguinte com a camisa do time, dizer que era leoa - sempre me senti uma."

Atriz descreve que viveu sensação de Copa do Mundo

Atriz descreve que viveu sensação de Copa do Mundo - Foto: Globo/Tata Barreto

Armandinho (Banda Fulô de Mandacaru)
"Ser rubro-negro pra gente é orgulho, alegria total. Somos Leão do Norte e o nosso time traduz esse sentimento. O título de 87 representa a garra do Sport, já que sabemos que historicamente o financiamento e o orçamento dos times do Nordeste são bem menores quando comparados aos times do Sudeste. Imagine que naquele dado momento histórico conquistar um título desses é algo que serve de orgulho para todo torcedor pernambucano. E pode questionar, tem que questionar mesmo, que aí o título fica mais gostoso."

Pingo (Banda Fulô de Mandacaru)
É massa quando alguém vem questionar o título de 87 como sendo do Flamengo, pois como vivemos numa democracia, cada um tem sua opinião. Mas pode chorar, pode ranger os dentes, que já provamos várias vezes que esse título é nosso.

Irmãos rubro-negros da Fulô de Mandacaru

Irmãos relembram conquista de 87 - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Adilson Nascimento (administrador)
"O título representa tudo. Esta conquista marcou a vida de todo o torcedor do Sport na época. Um título que até hoje o Flamengo vem brigando. Mas quem de fato e de direito é campeão de 87 somos nós. No começo do campeonato eu estava meio desconfiado, mas depois que o time encaixou, teve uma boa sequência de vitórias... teve o jogo contra o Bangu, que tanto aqui como lá foi muito acirrado. Tínhamos um time que não perdia para ninguém. O Flamengo ficou com medo de jogar com a gente."

"Título marcou vida de todo o torcedor" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Roberto Dornelas (treinador de basquete)
"Esse título para mim foi um marco na confirmação do Sport como grande equipe do futebol nacional. Em 87, fomos campeões em vários torneios contra o Sport (pelo Colégio Atual) e o coração ficava pequeno. Mas a gente dizia que iria compensar na final do campeonato. E eu estava lá, na final, vivendo a angústia daquele jogo. Aquela cabeçada não foi só de Marco Antônio, mas de umas 30 mil pessoas que estavam no estádio. Até brinquei que fiquei com a cabeça doendo depois."

Roberto estava na final do Brasileiro

Roberto estava na final do Brasileiro - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Adelson Wanderley (gerente de futebol)
"Esse título foi muito questionado, por várias vezes, e chegou até o STF. E a diretoria do clube foi muito firme na defesa daquele título, senão ficava no meio do caminho. Foi um ano que mobilizou toda a torcida. Foi muito importante para Pernambuco, até porque, os títulos nacionais para serem ganhos numa região como a do Nordeste, eles são muito raros. Depois desse de 1987, nós viemos ter um de Série B e o da Copa do Brasil (2008), lá na frente."

Profissional destaca defesa por título

Profissional destaca defesa por título - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Ana Gabrielly (integrante da torcida Elas e o Sport)
"O título de 87 foi o nosso primeiro título de expressão. É bom para o torcedor saber que o Sport é conhecido no Brasil inteiro por ser o campeão, fora que um título é sempre bom para o clube e sua torcida. A rivalidade em si com o Flamengo não existe tanto. É mais por causa do título. Acho que se não houvesse essa questão da conquista ser do Sport ou do Flamengo, ela não existiria. Quando esse assunto vem à tona, acaba trazendo essa rivalidade até em jogos do Campeonato Brasileiro."

"Foi o nosso 1º título de expressão" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Yasmim Micaela
"A maioria dos clubes nordestinos não têm um título tão expressivo como esse. Nem todos são campeões brasileiros. Apesar de não ter convivido durante a época do título, as pessoas mais antigas que estiveram presente na decisão, comentam que este é o mais importante que o Sport já conseguiu até hoje, juntamente com o da Copa do Brasil de 2008."

"Nem todos são campeões brasileiros" - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Petrúcio Amorim (cantor)
"Em 1987, eu não estive no estádio, mas acompanhava o time pela televisão. Foi muito importante, uma alegria imensa, num momento muito importante onde o Sport vinha numa arrancada maravilhosa com o técnico Leão e uma torcida extremamente magnífica. Lembro muito daqueles grandes craques que fizeram o Sport ser espetacular. A conquista parecia um pleno Carnaval com aquela vitória espetacular. Aqueles gols que até hoje estão na memória dos rubro-negros na saudade de um grande elenco."

Forrozeiro acompanhou o time pela televisão

Forrozeiro acompanhou o time pela televisão - Foto: Divulgação

 

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