Ex-presidente do Sport, Arnaldo Barros.
Ex-presidente do Sport, Arnaldo Barros.Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

As acusações contra os dois últimos presidentes do Sport geraram um contra-ataque por parte de João Humberto Martorelli (2014/2015 e 2016) e Arnaldo Barros (2017 e 2018). No último mês de agosto, o Conselho Deliberativo suspendeu ambos do quadro de sócios alegando diversos problemas nas gestões, incluindo a reprovação das contas de 2018, e suspendeu ambos do quadro de sócios, entre outras medidas.

Nesta quinta-feira (05), Martorelli e Barros anunciaram que entraram com um pedido de interpelação judicial para os cinco membros da comissão especial formada pelo Conselho Deliberativo, além de uma retratação imediata das acusações levantadas nos documentos apresentados. Uma deles é um aumento da dívida tributária, que girava em torno de R$ 2 milhões em 2015, e teria passado para R$ 60 milhões em 2018. Os dois ex-presidentes rebatem essa afirmação, inclusive.

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De acordo com João Humberto Martorelli e Arnaldo Barros, o relatório apresentado foi uma “manipulação maliciosa de dados, bases técnicas inconsistentes e dados falsos ou adulterados”. Ambos ainda afirmam que a interpelação pode ser apenas o primeiro passo desse contra-ataque, acrescentando em texto enviado à Imprensa que “outras ações penais e civis, inclusive por reparação de dano moral, estão em fase de preparação e serão propostas no momento oportuno”.

A relação começou a ficar mais tensa no dia 13 de agosto deste ano, quando através de um estudo feito por uma comissão formada por cinco membros, o Conselho Deliberativo resolveu abrir três processos contra Martorelli e Barros. O primeiro deles é um pedido de exclusão de ambos do quadro de sócios. Já o segundo desse “dossiê” ao Ministério Público de Pernambuco. O terceiro pedido é que seja convocada uma assembleia geral para que seja votada a possibilidade de um processo civil interno contra Martorelli e Barros.

Com o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Pessoa, licenciado por motivos de saúde, ficou a cargo do vice-presidente do órgão, Ricardo Sá Leitão, pronunciar-se sobre o assunto. “É uma tentativa de intimidação por parte dos ex-presidentes. O relatório, feito por uma comissão, não pelo Deliberativo, foi apresentado e votado pelos conselheiros. Todos os números ali estão de acordo com os estudos. Eu não tive acesso ao que Martorelli e Arnaldo Barros alegam, mas me parece algo apenas para atacar de volta, e não se defender”, comentou Ricardo, frisando ainda que a interpelação não se trata de uma ação penal.

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