Luan Polli terminou a temporada em alta com a camisa do Sport
Luan Polli terminou a temporada em alta com a camisa do SportFoto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife

De terceiro goleiro a protagonista na reta final da Série B, Luan Polli foi peça fundamental no retorno do Sport à Série A do Campeonato Brasileiro. Aos 26 anos, o catarinense participou dos últimos nove jogos do Leão na competição nacional, e tomou apenas três gols. Com atuações seguras, o arqueiro fez, praticamente, a diretoria de futebol do Rubro-negro desistir de buscar um jogador para a posição visando 2020. Em entrevista à Folha de Pernambuco, Polli fez uma avaliação de 2019 e afirmou que quase desistiu da carreira. Além do mais, falou do que espera para o próximo ano, aprendizado com Magrão, disputa com Maílson e contrato com o clube pernambucano.

Como avalia seu ano de 2019?

Foi um ano positivo. Eu acredito que foi a volta por cima de uma carreira que estava caminhando para acabar. Já estava pensando em buscar novos horizontes na minha vida, porque não tinha muitas perspectivas, eu estava desanimado com o futebol. Quando surgiu a oportunidade de vim para o Sport, fiquei feliz, mas não sabia se iria jogar. Tinha Magrão, tinha Maílson... Cheguei para compor elenco. Mas as coisas foram acontecendo. Primeiro nosso ídolo se aposentou. Depois, infelizmente teve a lesão de Maílson. A partir daí as coisas mudaram para um rumo que eu sepre busquei para minha vida, desde que comecei a jogar futebol. Foi um ano vitorioso com este acesso. Particularmente, foi um ano de volta por cima.

Como é manter-se motivado esperando uma chance aparecer?

MInha saída do Boa Esporte foi um pouco conturbada. Então, depois que saí de lá eu desanimei um pouco. Via que no futebol tem muitas coisas erradas. Para eu me manter motivado aqui no Sport, minha família e, principalmente, minha esposa foram importantes. Parecia que as coisas não iriam acontecer e minha esposa não deixou eu desanimar. Ela falava que era para eu estar preparado, que iria aparecer algo. Sempre trabalhei com tranquilidade e humildade, respeitando todo mundo, e quando a chance apareceu agora na reta final, coloquei em prática tudo aquilo que sei.

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Procurou pegar experiência com Magrão?

Com certeza aprendi muito com ele. Construí uma relação com ele, até mesmo fora do campo. Hoje, nossas famílias são amigas. Dividir o espaço com um ídolo, vitorioso dentro do futebol, foi a realização de um sonho. Eu ainda não o conhecia pessoalmente, mas quando cheguei, me impressionou a pessoa que ele é. Muito humilde e tranquilo. Enquanto esteve aqui, busquei absorver tudo o que ele tinha para passar. Tudo que ele conquistou foi merecido. Levo as coisas boas que aprendi com ele.

Seu contrato vai até dezembro de 2020. Já foi procurado para ter esse vínculo prorrogado?

Eu tenho contrato até o final de 2020, entretanto apareceram algumas sondagens de fora do País. Por ter passaporte europeu isso ajuda. Porém, não tem nada concreto. Meu pensamento está no Sport para o próximo ano. Estou muito feliz aqui. Acredito que o presidente e a torcida confiam em mim, e que caso queiram contar comigo, não precisam buscar outro goleiro no mercado.

Como você vê a disputa com Maílson para o próximo ano?

Acabou que nessa reta final eu tive esta oportunidade de assumir a titularidade, mostrar meu potencial. A disputa com ele é bem legal. Tanto eu, quanto ele, estamos preparados para ter esta responsabilidade. Ele já vinha demonstrando isso. Quem ganha com isso é o Sport. Como no próximo ano terá bastante competições, acredito que os dois vão atuar com frequência. Guto ou outro técnico que chegue terá uma dúvida bem legal. Hoje eu acredito que não tem só Maílson, nas sim Maílson e Luan.

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