Sáb, 07 de Fevereiro

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Suíços comemoram empate com Brasil e fazem festa no Recife

Dezenas de torcedores se reuniram no Seu Boteco, bar localizado no Recife Antigo, para acompanhar o jogo realizado neste domingo (17)

Torcedores suíços acompanham empate entre Brasil x Suíça pela Copa, no Recife AntigoTorcedores suíços acompanham empate entre Brasil x Suíça pela Copa, no Recife Antigo - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

O clima foi de descontração entre os descendentes e suíços que acompanharam o empate, por 1x1, entre a equipe europeia e a Seleção Brasileira, na tarde deste domingo (17), pela 1ª rodada do Grupo E da Copa do Mundo. Dezenas de torcedores se reuniram no Seu Boteco, bar localizado no Recife Antigo. Na hora dos gols, independentemente de qual time marcava, os aficionados pulavam e faziam a festa no local. No fim das contas, a igualdade no placar deixou todos satisfeitos.

Cônsul da suíça em Pernambucano há 14 anos, Rodolfo Fehr é suíço de segunda geração. Apesar de ser recifense, já morou na Suíça em duas oportunidades e garante que a emoção tomou conta de si durante a partida. “É muita emoção e ansiedade. Gostaríamos muito que a Suíça ganhasse do Brasil, mas sabemos da dificuldade que é enfrentar a Seleção Brasileira. Estamos satisfeitos com o empate. Porém, se perdêssemos, também ficaríamos felizes. O que mais é importante na Suíça é o fair play (jogo limpo), é o esporte em si”, falou o pernambucano de 50 anos.

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Quem também ficou com o coração um pouco dividido foi o ex-empresário Rolf Szhoch. Aos 64 anos, ele disse em entrevista à Folha de Pernambuco que torceu pelas duas equipes, com um ligeiro percentual a mais para o país onde nasceu. Ele acredita que a Suíça chegará às oitavas, juntamente com o Brasil, e deu um recado para o time dirigido por Tite. “O resultado foi justo. Claro que o Brasil é tecnicamente melhor, mas não teve tantas chances. O grande problema da Seleção Brasileira, assim como na Argentina, é olhar só para o principal jogador. Por isso, o Brasil precisa ter cuidado contra Costa Rica e Sérvia. Assim como a Suíça, essas duas seleções também vão dificultar a vida dos brasileiros”, afirmou Rolf.

O gol da Suíça gerou dúvidas entre os torcedores se houve, ou não, falta de Zuber sobre Miranda. Os jogadores brasileiros reclamaram e pediram o uso do VAR, ignorado pelo árbitro, que confirmou o tento europeu. Para Rudy Fehr, de 21 anos, a arbitragem teve importância no resultado final, porém ele gostou das atuações dos dois times. “(A arbitragem) Teve uma influência no placar, como pudemos ver. Mas, o jogo foi bem jogado, com as duas seleções procurando o gol. Isto faz com que o placar tenha sito justo”, contou o comerciante.

Na próxima rodada, a Suíça faz o confronto europeu do grupo diante da Sérvia, na sexta-feira (22). O jogo será essencial para a sequência dos alvirrubros na Copa. Confiante na classificação do país de seus descendentes, o estudante Guilherme Peter falou sobre sua expectativa com a seleção suíça.

“Acredito que, apesar do empate, passaremos em segundo, com o Brasil ficando em primeiro. A Suíça conta com jogadores com Xhaka e Shaqiri, e não vai deixar a Sérvia e a Costa Rica atrapalharem a classificação”, contou o jovem de 18 anos, que não escondeu a emoção de torcer pelas duas seleções.

“A gente acaba ficando emocionado. Um é o país onde nascemos. O outro é pela descendência familiar. Fica complicado torcedor para um lado. O Brasil tem um time excelente, e a Suíça vem forte nesta Copa. Diferentemente do Mundial realizado aqui, quando tinha um time mais defensivo, a Suíça está jogando mais solta em campo.”

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