Surfe: final tem Medina badalado e Filipinho 'esquecido'

Contraste no tratamento entre Medina e Filipinho, que também briga pelo título mundial, existe até dentro do Brasil

Filipe Toledo e Gabriel Medina são líder e vice líder do Circuito 2018Filipe Toledo e Gabriel Medina são líder e vice líder do Circuito 2018 - Foto: Kelly Cestari/WSL

O Circuito Mundial de Surfe chegou a Pipeline, no Havaí, com a última etapa da temporada 2018 a partir deste sábado (8) - a janela vai até 20 de dezembro. São três candidatos ao título, entre eles dois brasileiros: Gabriel Medina e Filipe Toledo. Os dois vivem contrastes nas expectativas fora d´água mesmo dentro do Brasil.

Medina é o líder do ranking, principal favorito para a conquista e chega ao Havaí badalado. Na última quinta-feira (6), um vídeo publicado nas redes sociais lançou a hashtag #VaiMedina com mensagens de celebridades, entre elas Neymar, Gisele Bündchen, Cesar Cielo, Ronaldinho, Anitta, entre outros. "O Brasil inteiro está te esperando. Venha com a taça", disse Pelé no vídeo.

O surfista de Maresias soma 56.190 pontos, contra 51.450 pontos tanto de Filipinho quanto do australiano Julian Wilson (o outro surfista na disputa), e só precisa chegar à final para conquistar seu segundo título, independentemente dos resultados dos outros dois concorrentes. Em 2014, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar tal feito. Se Medina parar na semifinal, Filipe e Julian precisam vencer em Pipeline. Caso o campeão de 2014 termine entre as quartas de final e a segunda fase, os outros dois surfistas garantem o título chegando na final.

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O favoritismo e a badalação ao lado de Medina fizeram Filipinho chegar à última etapa sem grande alarde no Brasil. O surfista de Ubatuba (SP) liderou o ranking no melhor ano de sua carreira, venceu no Rio e em J-Bay (África do Sul), mas viu o rival assumir a ponta na corrida pelo título após dois resultados ruins nas últimas duas etapas, quando caiu logo na terceira rodada.

O desafio para Filipe ainda passa pelos tubos. Especialista em aéreos, ele mostrou evolução em 2018 ao chegar à semifinal no Taiti, na onda tubular de Teahupoo, mas agora precisará ir além em Pipeline, onde os tubos valem mais pontos que as manobras. O melhor resultado dele lá foram as quartas de final em 2014.

Já Medina foi muito regular desde o início do ano e também venceu duas vezes (no Taiti e na piscina de ondas nos EUA), além de ter chegado a três semifinais e outras três quartas de final. Nas últimas quatro etapas, venceu duas e chegou a duas semis, o que foi decisivo para assumir a liderar do ranking e ainda abrir vantagem para os outros concorrentes. Ele nunca ganhou em Pipe, mas já fez duas finais no palco da decisão da temporada.

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