Crime

Suspeitos de participar do atentado ao ônibus do Fortaleza são soltos e vão responder em liberdade

Dos 11 indiciados no inquérito, sete estavam presos de forma temporária; Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) solicitou a conversão em prisão preventiva, mas foi negado

Uma das pedras arremessadas contra o ônibus do FortalezaUma das pedras arremessadas contra o ônibus do Fortaleza - Foto: Reprodução

Os integrantes da torcida organizada do Sport, suspeitos de participar do atentado ao ônibus do Fortaleza, se tornaram réus do caso que aconteceu próximo à Arena de Pernambuco, no mês de fevereiro. No total, são 11 indiciados pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Os sete que estavam presos de forma temporária foram soltos e vão responder em liberdade, assim como os outros dois que haviam se entregado voluntariamente. Dois elementos seguem foragidos. 

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva dos suspeitos, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. A liberdade foi concedida a partir do cumprimento de medidas cautelares

Os réus estão proibidos de acompanhar os jogos do Sport dentro ou fora de casa e também não podem frequentar a sede da torcida uniformizada. Além disso, num período de 15 dias, eles não vão poder sair da Região Metropolitana do Recife (RMR). 

Os denunciados vão responder pelos crimes de tentativa de homicídio e  associação criminosa. A exceção será o presidente do grupo organizado que está denunciado apenas por associação criminosa.

“Essas pessoas estão plenamente identificadas e respondem perante à justiça. O posicionamento da Polícia [Civil] é pela prisão, é importante deixar claro isso. Mas também é importante posicionar nosso respeito às decisões dos poder judiciário. Apesar de não decretar as prisões, as medidas cautelares são ações que podem ajudar a reprimir as atividades criminosas", iniciou  Antônio Barros, diretor do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE) que também destacou que a Polícia vai ficar atento aos réus. 

"O juiz foi muito claro que em caso de qualquer descumprimento de medida cautelar, pode pedir a prisão preventiva. E a Polícia vai fazer questão de informar a justiça", compleotu Antônio Barros. 

A decisão de soltar os suspeitos que estavam presos acontece justamente na semana em que Sport e Fortaleza vão se reecontrar, neste domingo (26), pela semifinal da Copa do Nordeste. O confronto será realizado novamente na Arena de Pernambuco e, a priori, contará com a presença das duas torcidas. Antônio Barros fez questão de reforçar que a SDS-PE vai trabalhar pela paz no duelo. 

"É um trabalho e esforço em conjunto das operativas de segurança capitaneadas pela Secretaria de Defesa Social para que o cidadão que vai ao estádio de futebol possa ir com tranquilidade. E qualquer pessoa que venha a desvirtuar disso, com certeza vai ter um olhar especial dos órgãos de segurança pública tanto da Polícia Civil quanto da Polícia Militar para que a gente possa responsabilizar por qualquer desvio de conduta", disse. 

Com o fim do inquérito, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) concluiu que o ônibus da delegação do Fortaleza não era o alvo. Os integrantes do grupo organizado buscavam o ônibus de uma torcida rival ligada ao clube cearense.

“Eles [uniformizada do Sport] não tinham a intenção de atacar o time do Fortaleza. Eles pensavam que era uma torcida rival”, revelou o diretor do CORE. 

Relembre o caso 

O ataque ao ônibus que estava a delegação do Fortaleza aconteceu na madrugada do dia 22 de fevereiro, logo após o empate em 1 a 1 entre a equipe cearense e o Sport pela fase de grupos do Nordestão. O atentado foi realizado há pouco de cinco quilômetros da Arena de Pernambuco, palco da partida. 

Os atletas feridos mais gravemente no ataque foram o goleiro João Ricardo, com um corte no supercílio, e o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar, que sofreu uma pancada na cabeça, um corte na boca e outro corte no supercílio. O lateral-direito Dudu, o volante Lucas Sasha e os zagueiros Titi e Brítez também foram atingidos com estilhaços de vidro e tiverem que conter sangramentos. 

Em decorrência do ataque, o Sport chegou a ser punido com oito jogos de portões fechados em competições da CBF e multa de R$ 80 mil. 

O Tribunal Desportivo alivou a pena ao Leão pouco tempo depois. O Sport chegou a cumprir dois jogos de portões fechados (contra Murici-AL e Náutico) e outros dois com o setor tradicionalmente ligado à organizada fechado (Juazeirense e Ceará).  
 

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