Roland Garros

Iga Swiatek vence Muchova e conquista Roland Garros pela terceira vez

A polonesa de 22 anos é a número 1 do tênis feminino

Iga Swiatek conquistou o terceiro título em Roland Garros na carreira Iga Swiatek conquistou o terceiro título em Roland Garros na carreira  - Foto: JULIEN DE ROSA/ AFP

A polonesa Iga Swiatek, número 1 do mundo, conquistou o torneio de Roland Garros ao vencer a tcheca Karolina Muchova (43ª) por 6-2, 5-7 e 6-4, neste sábado, em uma final de altíssimo nível.

Swiatek venceu três edições de Roland Garros - a primeira em 2020 e a segunda em 2022 - e se torna assim a primeira tenista a manter o título desde que Justine Henin o fez há 16 anos. A belga venceu em 2003, 2005, 2006 e 2007.

Acostumada a vitórias tranquilas nas partidas anteriores, exceto na semifinal contra a brasileira Beatriz Haddad Maia (14ª), que lhe deu um pouco mais de trabalho, Swiatek teve que trabalhar duro para vencer em duas horas e 46 minutos.

A polonesa de 22 anos, com amplo domínio do circuito, soma quatro torneios de Grand Slam. Além dos três títulos de Roland Garros ela venceu o US Open de 2022.

"Eu sei que tenho dito isso todos os anos, não é realmente sobre o desempenho, eu realmente amo estar aqui - é meu lugar favorito no circuito", disse Swiatek, após o triunfo.

Muchova, de 26 anos, deixa Paris como a grande revelação do torneio. Ela não venceu, mas seu estilo exuberante, agressivo com a direita e brilhante no voleio, conquistou a quadra Philippe-Chatrier e ela revelou ao grande público o segredo que o circuito feminino já sabia: seu ranking não reflete a realidade, seu tênis é digno de uma Top-10.

"Foi tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Isso é o que acontece quando você joga contra uma das melhores, a Iga", disse uma emocionada Muchova, que foi informada apenas no ano passado pelos médicos que ela nunca mais poderia jogar tênis.

A partida 

Swiatek começou o duelo pisando no acelerador, com um jogo agvassalador que em Roland Garros a ajudou a avançar nas rodadas anteriores.

Em dez minutos de jogo já vencia por 3 a 0 diante de Muchova, que nunca havia passado da terceira fase em Roland Garros, e teve dificuldade de entrar no jogo.

Aos poucos ela começou a lembrar a tenista que nas semifinais venceu Aryna Sabalenka (2ª) de virada no melhor duelo do torneio.

Mas seu brilhante tênis não foi suficiente para resistir à polonesa, que venceu o primeiro set sem dificuldade.

- Experiência faz a diferença -
O alerta foi dado e no segundo set, apesar de um apagão inicial, Muchova cresceu na quadra. Ela recuperou a quebra e passou a se impor diante da polonesa, normalmente imperturbável, um exemplo de autocontrole no tênis.

O ápice do duelo veio quando Muchova fechou o segundo set, com seu terceiro set point, conquistando um ponto em que deslocou Swiatek com três voleios impecáveis. A Chatrier se levantou para aplaudir duas jogadoras que se conhecem perfeitamente porque são habituais parceiras de treinos.

Swiatek perdeu o controle por alguns minutos. Começou o último set com uma dupla falta que entregou um 'break point' a Muchova, impecável no saque para consolidar sua vantagem.

Mas a número 1 não havia dado a última palavra. Ela voltou a se acertar e deixou tudo igual com sua quebra: 2 a 2 e o jogo entrou em território desconhecido.

Swiatek fez valer sua experiência. Muchova, muitos minutos em quadra durante o torneio, não resistiu ao último impulso da polonesa. As receberam uma grande salva de palmas pelo espetáculo que ofereceram.

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