Futebol

Técnico do Náutico lamenta expulsão de Paulo Sérgio após comemorar gol com gesto obsceno

Atacante levou o cartão vermelho após apontar o dedo médio, em alusão a um símbolo contrário a da uniformizada do Timbu

Allan Aal, técnico do NáuticoAllan Aal, técnico do Náutico - Foto: Gabriel França/CNC

O recurso do árbitro de vídeo, introduzido pela primeira vez no Campeonato Pernambucano de 2024 nesta sexta (1º), no jogo entre Náutico e Afogados, nos Aflitos, pelas quartas de final, já começou polêmico. Após comemorar o segundo gol no triunfo por 2x0 que garantiu os alvirrubros na semifinal, o atacante Paulo Sérgio levou cartão vermelho ao apontar o dedo médio à torcida, em alusão a um símbolo contrário a da uniformizada do Timbu. A arbitragem considerou o gesto obsceno, mesmo não sendo ofensivo aos alvirrubros. Decisão que foi lamentada pelo técnico da equipe, Allan Aal.



“Lamento muito iniciar uma entrevista tendo que falar da arbitragem. Uma pena. Não só pela questão da utilização do VAR que, ao meu ver, vai tirando a confiança do que os árbitros definem em campo. O que foi falado para mim foi que Paulo fez um gesto obsceno. Não entendo disso porque eu não faço gol. Ele já tinha feito isso contra o Santa Cruz, com essa conexão com a torcida. Foi punido pelo momento que é o mais importante do futebol. Ser punido por uma comemoração de gol. De repente, se fosse pelo excesso ou saindo do campo, mas assim é de lamentar”, afirmou o treinador. 

Com a expulsão, Paulo Sérgio desfalca o Náutico no primeiro jogo da semifinal do Estadual, nos Aflitos, contra o Retrô, no próximo domingo (10). “Ele é um jogador importante, crescendo cada vez mais, dando sustentação ofensiva para os mais jovens. Temos que pensar já nas soluções”, completou.
Voltando à partida, Aal ressaltou o poder mental da equipe e a conexão com a torcida no resultado que mantém o Náutico na briga pelo título da competição. 

“Temos que valorizar o que foi feito no jogo todo. Tivemos o controle da partida, uma atitude mental forte. A responsabilidade era só de um lado e sabíamos disso. Nos preparamos para isso, sem desmerecer o adversário. A gente carregava alguns pesos do passado. Não é fácil. Teve o trauma de não ter passado para semifinal no ano passado, o segundo ano na Série C…sabíamos que nós enfrentaríamos isso. A partir do momento que o torcedor abraça o time, a mudança de atitude também é nítida. Essa conexão é que precisamos cada vez mais. Temos margem para evoluir, possibilidades de melhora. Precisaremos do grupo todo. Eu falo para os atletas que o jogo mais importante às vezes cai no colo de quem não vem jogando. Isso que de repente pode acontecer”, apontou. 

 

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