Técnico dos EUA desabafa sobre caso Balogun após queda na Copa: "Frustrado com muitas pessoas"
Seleção norte-americana foi eliminada pela Bélgica nessa segunda-feira (6)
A despedida da Copa do Mundo com uma goleada de 4 a 1 para a Bélgica até que foi assimilada de forma natural pelo técnico da seleção dos Estados Unidos, o argentino Mauricio Pochettino.
"Não jogamos da maneira que deveríamos e nem mostramos a qualidade que temos", resumiu o treinador.
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No entanto, na coletiva, o que o deixou decepcionado foi um fator extracampo: a polêmica envolvendo o atacante Balogun, que enfrentou os belgas graças à suspensão do cartão vermelho recebido no compromisso anterior, diante da Bósnia.
"Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Em toda essa situação, que foi algo de caráter pessoal, não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa. Simplesmente não era o nosso dia", desabafou em coletiva.
Balogun, artilheiro dos EUA. Foto: Luke Hales/Getty Images via AFP
A decepção do treinador se deu pela dimensão que o assunto ganhou(a revogação da suspensão do principal jogador dos EUA após uma participação do presidente Donald Trump) nas redes sociais.
"Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade Enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Misturam muitas coisas, colocam política no meio, falam em manipulação, questionam tudo, ética, integridade", comentou.
Segundo Pochetino, o que foi tudo foi feito no sentido de poder contar com Balogun estava embasado no regulamento.
"Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. E se o jogador estava disponível porque o regulamento da Fifa permitia isso, não tinha problema", afirmou o comandante da seleção americana.
ENTENDA O CASO
A Fifa anunciou a anulação dos efeitos do cartão vermelho aplicado ao atacante Balogun, determinado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus durante o jogo vencido pelos anfitriões contra a Bósnia e Herzegovina na segunda fase da Copa do Mundo 2026.
Folarin Balogun, camisa 20 dos Estados Unidos, recebeu um cartão vermelho por uma falta em Tarik Muharemovic (4), da Bósnia e Herzegovina. Foto: Michael Steele/Getty Images North America/Getty Images via AFP
O cartão vermelho foi dado ao jogador norte-americano após revisão indicada pelo VAR, liderado na ocasião pelo árbitro venezuelano Juan Soto. Balogun pisou sobre o tornozelo do bósnio Tarik Muharemovic.
A expulsão faria com que o atleta ficasse fora do confronto com a Bélgica, pelas quartas de final. No entanto, um artigo do código disciplinar da Fifa permite tal revisão após o jogo.
Em um pronunciamento nesta segunda-feira, Gianni Infantino confirmou que conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump sobre o caso.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, durante pronunciamento nessa segunda-feira (6). Foto: Mandel Ngan / AFP
A manifestação aconteceu após o líder político ter admitido publicamente ter entrado em contato com o mandatário da Fifa para pedir uma revisão da punição aplicada a Balogun.
Posteriormente, a entidade que comanda o futebol suspendeu a execução da sanção, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica, o que gerou forte reação de dirigentes e federações.

