Teliana em queda livre

Tenista deixa de ser a número 1 do Brasil após nova atualização do ranking mundial da WTA

Emma e as Cores da Vida (2017)Emma e as Cores da Vida (2017) - Foto: Divulgação

O que era uma ameaça nas últimas semanas tornou-se fato concreto. Em má fase no circuito mundial 2016, a pernambucana radicada no Paraná, Teliana Pereira, de 28 anos, perdeu o posto de número 1 do tênis feminino do Brasil para a paulista Paula Gonçalves, 26. Na atualização de ontem do ranking mundial da WTA (Associação de Tênis Feminino), Teliana caiu 24 posições, saindo da 161ª para a 185ª colocação, com 293 pontos, enquanto Paula subiu do 169º para o 166º lugar, com 343 pontos.

Nenhuma das duas esteve em quadra na semana passada. Entretanto, Teliana tinha 65 pontos a serem descontados - referentes à vitória na primeira rodada do WTA Premier de Pequim, no ano passado - e, por isso, sofreu a queda expressiva. Nesta semana, ela tem ainda mais 30 pontos a descontar, tornando real o risco de deixar a faixa das 200 melhores do mundo até o término do ano.
A temporada 2016 não tem sido fácil para Teliana, que tem apresentado baixo rendimento. Em dez meses, ela somou apenas cinco vitórias em eventos de nível WTA e ITF (ver box). A dificuldade em adaptar o estilo de jogo diante de adversárias de melhor técnica em relação às oponentes que enfrentava em eventos de níveis mais baixos aparece como um dos indicativos para a queda.

Neste ano, as deficiências tornaram-se mais evidentes, a exemplo do saque sem agressividade e que pouco incomodou às jogadoras de boa devolução e da escassez na variação de jogadas - são poucas as vezes nas quais faz as adversárias andarem na quadra ou sobe à rede.
De acordo com a assessoria de imprensa da atleta, ela tirou alguns dias para descansar e analisar os próximos passos nesta temporada, não comentando a nova configuração do ranking. O calendário deste último trimestre ainda não foi definido, diferente do ano passado, quando ela aproveitou o final do ano para ganhar experiência na quadra rápida fazendo um giro pela Ásia.

A primeira vez que a pernambucana liderou o ranking nacional foi em 2007, mas na sequência sofreu lesões sérias de menisco e ficou quase dois anos afastada das quadras. No retorno, galgou posições até retornar ao topo do tênis feminino brasileiro, em 2012, quando saltou da 339ª para a 175ª posição do ranking mundial.

No ano seguinte, entrou para a história ao quebrar a barreira do top 100 após mais de uma década sem atletas do País neste seleto grupo. Em 2014, disputou pela primeira vez todos os Grand Slams, repetindo o feito em 2015 e 2016. O melhor ranking já registrado por ela foi a 43ª posição, em fevereiro deste ano.

 

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