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Thiago relembra dificuldades e almeja encerrar carreira no Náutico

Atacante de 18 anos foi vendido ao Flamengo e se tornou a transação mais cara da história do Timbu

Thiago foi vendido ao FlamengoThiago foi vendido ao Flamengo - Foto: Léo Lemos/Náutico

A maior venda da história do Náutico. Mesmo sem divulgar os valores da transação, o clube confirmou ontem que a negociação do atacante Thiago, de 18 anos, ao Flamengo, superou o então recorde de transferência do Timbu, alcançado em 2013, com os R$ 4,5 milhões adquiridos na saída de Douglas Santos ao Granada/ESP - especula-se que o clube carioca desembolsou mais de R$ 7 milhões por 70% dos direitos econômicos do jogador. O Timbu ficou com 18%, o que pode garantir uma boa quantia caso o prata da casa seja vendido posteriormente. Na entrevista coletiva de despedida, o jogador relembrou as dificuldades no início da carreira, o apoio dos companheiros e o desejo de retornar ao Timbu futuramente.

Dificuldades e glórias


Passei dificuldades no começo de carreira, com falta de passagem. Minha mãe tirava dinheiro da comida para eu treinar. Mas nunca desisti. Algumas vezes só tinha passagem de ida e tinha que pedir para o motorista abrir a porta para eu entrar. Era meu sonho ser jogador profissional e corri atrás desse objetivo. O momento mais feliz da minha carreira foi quando eu fui titular no jogo da reabertura dos Aflitos, fazendo o gol da vitória (contra o Newell’s Old Boys). Estou colhendo esses frutos agora eu só tenho que agradecer ao professor Márcio Goiano pela oportunidade e Gilmar (Dal Pozzo), que quando chegou me manteve no time.

Um ano de mudanças


Em menos de um ano a minha vida praticamente mudou. Não tinha nada. Pude subir ao profissional, depois fui para Copinha e voltei ao elenco. Fui treinando, conquistando meu espaço e mostrando meu trabalho. Quando eu estiver perto do final da carreira, voltando da Europa, onde quero ir, o clube que eu pretendo jogar é o Náutico.

Apoio do clube

Se eu não trabalhasse no dia a dia, não chegaria aqui. Mas muitos me ajudaram. Edno (Melo, presidente) Diógenes (Braga, vice) e Ítalo (Rodrigues, diretor de futebol). Jorge Henrique e Josa, que eram os capitães, me ajudavam nos momentos bons e ruins. No começo da Série C, a torcida pegou no pé, mandando o clube vender a gente, mas eles nos seguraram até o final.

Jorge Henrique

Jorge me abraçou logo como se eu fosse um filho. Disse que eu lembrava ele, com o mesmo estilo de jogo. Quando perdemos a final do Pernambucano na Ilha do Retiro (para o Sport), ele me viu chorando e me chamou no canto dizendo para eu ficar tranquilo e que ele estava ali para me ajudar.

Repercussão

Não para de chegar mensagem no instagram, com o povo mandando parabéns e boa sorte. Emoção grande em jogar em um dos melhores clubes do Brasil. Espero reconquistar meu espaço e fazer história no Flamengo. Sempre acompanhava os jogos lá e quando o time vira a sensação do momento, todos ficam querendo jogar lá, né (risos).

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