Timbu almeja virar clube exportador

Investindo boa parte dos valores em estrutura para que o trabalho evolua cada vez mais

Site o projeto #observa2018Site o projeto #observa2018 - Foto: Reprodução da internet

 

Construir o CT Wilson Campos foi o primeiro passo dado pelo Náutico para se tornar um clube formador. Apesar da boa estrutura física, o Tim­bu ainda está longe dos grandes do Brasil em termos de ven­das de jogadores, mas es­tá subindo os degraus para alcançá-los. Nos últimos anos, Anderson Lessa, Douglas Santos e Marcos Vinícius renderam alguns milhões ao Alvirru­bro. Nesta temporada, a di­retoria sonha terminar o ano com pelo menos uma ne­gociação para fechar as contas. Dois nomes estão sen­do observado por outras equipes: o lateral-direito Joazi e o atacante Jefferson Nem.

A boa campanha do Timbu na Série B atraiu a atenção de ti­mes da Europa, Ásia e também do Brasil pelos garotos. Ain­da não houve contato oficial para abrir negociação. No entanto, os dois atletas estão sen­do observados e receberam sondagens. A expectativa da diretoria do Náutico é de que, no final do ano, quando se abrir a janela de transfe­rên­cias, os interesses sejam concretizados em propostas oficiais.

“A ideia é tornamos o Náutico um clube exportador e não importador, como aconte­ceu antes, de vender para ti­mes daqui do Brasil e servir co­mo ponte aérea para a Europa. Mas para isso, temos de ter sempre jogadores da base no time de cima. Seria sensacio­nal termos, no mínimo, dois jogadores vendidos a ca­da ano. O projeto é esse”, expli­­cou o diretor de futebol al­virrubro Eduardo Henriques.

Apenas neste ano, cinco jogadores subiram para o profissional em algum momento no Campeonato Pernambuca­no ou na Série B. A lista conta com o volante Cal, o zagueiro Rafael Ribeiro, os atacantes Odilávio e Léo Santos, além de Joazi. Sem contar com Jefferson Nem, que já estava integrado ao grupo desde 2015. Desses nomes, a perspectiva é de que mais dois se consolidem na equipe na próxima temporada e a in­tenção do clube é dar sequência de jogos a eles no Estadual.

“Precisamos dar boas condições de trabalho à base. Não é uma tarefa fácil porque o custo é muito alto e nossos recursos são escassos. Mas com o trabalho que está sen­do feito, teremos no mínimo dois revelados por ano. Isso acontecendo, o Náutico estará em outro patamar, que é o nosso sonho. Investindo boa parte dos valores em estrutura para que o trabalho evolua cada vez mais”, concluiu o dirigente do Timbu.

 

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