Timbu e o trauma do segundo tempo

Todos os gols sofridos pelo clube em 2017 foram nos últimos 45 minutos das partidas

Náutico tomou gol de Léo Costa no último lance da partidaNáutico tomou gol de Léo Costa no último lance da partida - Foto: Flávio Japa

Na busca do diagnóstico ideal para explicar as razões que estão provocando as derrotas do Náutico em 2017, uma estatística tem se tornado cada vez mais contundente. Todos os seis gols sofridos pelo clube, tanto no Campeonato Pernambucano como na Copa do Nordeste, ocorreram após o intervalo das partidas. A equipe até consegue segurar o ímpeto do adversário nos primeiros 45 minutos, mas quando a etapa final começa, os erros parecem se multiplicar.

Diante do Santa Cruz, pelo Campeonato Pernambucano, a falta de atenção pesou. O Náutico cedeu um contra-ataque e fez uma falta na entrada da área. Aos 47 do segundo tempo, no último lance do jogo. Léo Costa cobrou e tirou os três pontos do Timbu – o Alvirrubro vencia por 1x0. Contra o mesmo Tricolor, mas pela Copa do Nordeste, a equipe sofreu o gol da derrota por 1x0 no começo da etapa final. Em ambos os casos, o time vinha de um primeiro tempo fraco.

Nas derrotas para Salgueiro (Estadual) e Campinense (Nordestão), ambas por 2x0, o discurso do técnico Dado foi praticamente o mesmo. Primeiro, ele destacou que o Náutico fazia uma boa primeira etapa, de forma organizada. Depois, lamentou a incapacidade do Náutico na hora de finalizar e o descuido defensivo em contra-ataques.

Coincidência ou não, o treinador parece não se ater às estatísticas negativas. “Não dá para fazer análise fria desses números. Isso é relativo e não posso transformar em um monstro", declarou.

Em comentários anteriores, o meia Marco Antônio já havia destacado que os atletas estão encontrando dificuldade em assimilar  todos os conceitos passados por Dado. Para quem observa o treino, fica mais perceptível. No trabalho durante a semana, o treinador força o time a jogar evitando as ligações diretas, priorizando a troca de passes da defesa ao ataque. Nos jogos, porém, esse tipo de postura não tem acontecido. O treinador já mudou a formação tática, trocou peças no meio e no ataque, mas não tem extraído o máximo de seus atletas. Um problema reconhecido pelo profissional. “Sou o comandante e não posso me isentar de responsabilidade. A maior parte da culpa é minha”, afirmou.

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