TJD nega pedido de liminar e mantém resultado do Ba-Vi

O Vitória recorreu ao Tribunal para contestar a decisão da Federação e pedindo que o placar fosse alterado para 1x1

Confusão marcou o BA-VI  de 18 de fevereiroConfusão marcou o BA-VI de 18 de fevereiro - Foto: Ag. A Tarde/Folhapress

O TJD-BA (Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia) indeferiu o pedido de liminar do Vitória para reverter a decisão da FBF (Federação Bahiana de Futebol) de declarar o Bahia vencedor (por 3x0) do clássico disputado no dia 18 de fevereiro, no Barradão.

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O TJD alega que uma alteração do resultado não caberia a si, e sim à FBF. Na última quarta-feira (21), o Vitória entrou com um mandado de garantia no Tribunal contestando a decisão da Federação e pedindo que o placar fosse alterado para 1x1 até o julgamento do clássico, que acontece às 18h desta terça-feira (27).

"Diferentemente do que afirma o Impetrante, a norma em comento não exige o elemento 'intenção' da equipe que ficou reduzida a menos de sete atletas como motivação da aplicação do resultado de 3x0. Basta apenas que esse fato objetivo (exclusão de 5 atletas de uma mesma equipe) ocorra e o placar será o mínimo previsto (3x0), tal como, aliás, ocorre com a hipótese da ocorrência do W.O., que dispensa, a 'intenção' da equipe declarada perdedora", diz a decisão do presidente do TJD, Hélio Menezes.

Relembre o jogo

O "Ba-Vi da Paz" foi encerrado antecipadamente porque o Vitória ficou com apenas seis jogadores em campo -um time precisa ter ao menos sete para seguir jogando. Kanu, Rhayner, Denilson, Uillian Correia e Bruno Bispo, do Vitória, levaram vermelho. No Bahia, os expulsos foram Lucas Fonseca, Vinícius, Rodrigo Becão e Edson, sendo que os dois últimos estavam no banco.

Denilson abriu o placar para o Vitória no 1º tempo. A briga começou quando Vinicius, do Bahia, fez o gol do empate, no segundo tempo. Ele converteu a penalidade e fez uma dança do "créu" na comemoração, em frente à torcida rubro-negra, o que irritou os jogadores do Vitória. Com isso, uma briga generalizada teve início e fez com que a partida ficasse paralisada por 16 minutos.

Depois da briga, a partida foi reiniciada, mas durou pouco. Primeiro, Uillian Correia foi expulso por fazer falta dura em Zé Rafael. Depois, Bruno Bispo também recebeu o cartão vermelho por chutar a bola para longe e retardar uma cobrança de falta e deixou o Vitória com apenas seis jogadores em campo, o que fez o árbitro encerrar a partida aos 34 minutos do segundo tempo.

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