Tênis

Toque de recolher cai, e público vê Djokovic impor a terceira derrota de Nadal em Roland Garros

Número 1 do mundo, o sérvio venceu de virada e está na final do torneio de Paris

Novak DjokovicNovak Djokovic - Foto: Martin Bureau/AFP

Em um dos duelos mais emblemáticos da história do confronto entre Rafael Nadal e Novak Djokovic, com várias alternâncias de placar, muito volume de jogo e até uma inesperada mudança de decisão governamental causada pela partida, o sérvio superou o ‘rei do saibro’, nesta sexta-feira (11), nas semifinais do Grand Slam de Roland Garros. A vitória foi de virada, por 3 sets a 1, com parciais de  (3/6, 6/3, 7/6 e 6/2). Ele enfrentará o grego Stefanos Tsitsipas na decisão, domingo (13).

Djokovic e TsitsipasFinal será Djokovic x Tsitsipas. Foto: AFP

Foi apenas a terceira vez que Nadal, dono de 13 títulos no saibro de Paris, sofreu uma derrota no evento. As outras foram para Robin Soderling, nas oitavas de final de 2009, e para o próprio Djokovic, nas quartas de final em 2015.

Esse foi o 58º duelo entre eles (maior número de um confronto no circuito masculino), e o conhecimento que cada um possui sobre os pontos fortes e fracos (raros) do outro ficou evidente durante as 4 horas e 11 minutos em que estiveram dentro da quadra Philippe Chatrier, a principal do complexo de Paris.

Rafael NadalFoi apenas o terceiro revés do espanhol no torneio do qual é o maior campeão, com 13 títulos. Foto: AFP

Às 22h40 horas locais, após o terceiro set, seria preciso esvaziar a arena (com 65% de sua lotação permitida) para respeitar o toque de recolher imposto na capital francesa por causa da pandemia de Covid-19.

Os milhares de espectadores e fãs empolgados, que ajudaram a criar um clima de alta voltagem para o espetáculo em quadra, já se preparavam para protestar contra a ordem quando foi anunciado pelo locutor que um acordo com as autoridades permitiu que o público permanecesse até o fim da partida dado "o caráter absolutamente excepcional das circunstâncias”. As vaias engatilhadas se transformaram em vibrações parecidas com as proporcionadas pelos dois atletas.

Para chegar à 30ª vitória da rivalidade, o número 1 do mundo se movimentou e movimentou o espanhol com eficiência, impedindo que ele ficasse à vontade para ditar os pontos com seu poderoso forehand. Também fez o que faz de melhor, pressionando o serviço do rival por meio de suas devoluções de saque precisas.

Em um primeiro set de 59 minutos, Djokovic poderia ter começado o jogo quebrando o saque de Nadal. O espanhol poderia ter aplicado um pneu (6/0) da mesma forma que fez na final do ano passado. O sérvio ainda reagiu e poderia ter complicado a vida do rival quando este sacou para fechar a parcial pela segunda vez.

As possibilidades que cabem em uma hora de um duelo como esse são inúmeras, mas o que de fato aconteceu foi Nadal vencer – após sete set points – por 6/3, placar padrão que esconde na superfície dos números um jogo repleto de alternâncias de momentos espetaculares e vulneráveis de ambos os tenistas.

No segundo set, Djokovic conseguiu começar com quebra, viu o espanhol devolvê-la logo no game seguinte, mas voltou a abrir vantagem. 

O sérvio ainda fechou a porta em cinco break points para o adversário e se manteve na ponta para triunfar pelo mesmo 6/3, embora com roteiros bem distintos.

As principais estatísticas mostravam desempenhos parecidos no início da terceira parcial, mas o momento apontava para uma leve superioridade de Djokovic, tecnicamente e mentalmente, o que o levou a conseguir a primeira quebra.

Após o sérvio fazer um ponto espetacular para salvar seu saque e ver Nadal devolver com outro para quebrá-lo, ele conseguiu voltar à frente vencendo de zero um game de saque do espanhol. Quando sacou para fechar, porém, Nadal saiu das cordas e cresceu em quadra para igualar o placar.

A alternância levava a crer que qualquer um poderia levor a melhor no tiebreak, e foi Djokovic, melhor nos detalhes durante a maior parte do jogo, quem prevaleceu.

No quarto set, Nadal ensaiou reagir quebrando o saque do sérvio, que voltou a tomar as rédeas do jogo para fechar em 6/2 contra o espanhol já abatido.

Como definiu Andy Murray, que tão bem conhece os dois dentro de quadra, em uma publicação no Twitter: "Você não pode jogar melhor em quadra de saibro do que isso. É perfeito”. 

 

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