Tricolores se unem para ajudar o clube

“A história começou informalmente, através de um gru­po no Whatsapp.

Felipe Carvalho celebra boa venda dos ingressosFelipe Carvalho celebra boa venda dos ingressos - Foto: Cortesia

 

Exemplos de dedicação e amor não faltam ao futebol. Principalmente no momento em que mais se precisa. Baseado nisso, um grupo de torcedores do Santa Cruz se mobilizou para ajudar o clube no pagamento dos salários atrasados dos funcionários. A ideia é adquirir o máximo de ingressos possíveis para o jo­go deste domingo (6), contra o América/MG, no Arruda, pe­la Série A do Campeonato Bra­sileiro. Até o momento, mais de 600 bilhetes - vendidos a preços de R$ 5 (sócio) e R$ 10 (comum) - já foram com­prados. Uma ação que contribui para os dois lados: em campo, o Tricolor terá mais apoio nas arquibancadas para deixar a lanterna do torneio; fora dele, a possibilida­de de diminuir o débito do clube com profissionais que estão passando por dificuldades financeiras.
“A história começou informalmente, através de um gru­po no Whatsapp. Temos tricolores de vários lugares, desde anônimos a famosos. Gente do Rio de Janeiro e de Gravatá. Mais de 70% do pessoal aceitou. Alguns compraram três ingressos, outros 30...o intuito é ajudar. Quem freqüenta o clube vê a tristeza dos funcionários. Alguns pe­dem dinheiro para ajudar em casa, comprar carne. Isso é lamentável. Decidimos fazer esse projeto totalmente independente do clube, pensando apenas em ajudar essas pessoas que estão necessitadas”, afirmou o vendedor Felipe Carvalho, de 36 anos.
A proposta funciona da seguinte maneira: cada torcedor compra seu ingresso e pelo me­nos mais um. Tira a foto com os tíquetes na mão e coloca a mensagem “#desafiocumprido”. A brincadeira cresceu e mais de 600 bilhetes foram adquiridos.

Além de ajudar na renda do clube, contribuindo para que o dinheiro seja repassado para o pagamento dos funcionários, os tricolores também pretendem levar a campo pessoas que não costumam frequentar o Arruda. “Os ingressos são para os tricolores que es­tão desacreditados e familiares que não têm costume de ir ao jogo. Também serve para quem não tem tanto vínculo com o futebol. Essa partida é importante porque não queremos ficar na lanterna. Va­mos apoiar como se ela tivesse um peso maior”, indicou Felipe.
O bancário Diego Bispo, de 26 anos, é um dos torcedores que aprovou a idéia. “Acabei de comprar 10 ingressos. Vou entregar para alguns amigos meus que não vão muitos aos jogos. Os jogadores passam, mas eles (funcionários) são patrimônio do clube e merecem respeito”, salientou.

 

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