Trocar comando traz sucesso na Série C? Folha analisa

Timbu trouxe Gilmar Dal Pozzo para tentar voltar à Série B, enquanto Milton Mendes veio para o Santa Cruz

Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico Gilmar Dal Pozzo, técnico do Náutico  - Foto: Léo Lemos/Náutico

Conquistar o acesso à Série B é o principal objetivo de Náutico e Santa Cruz em 2019. Por isso, os clubes não hesitaram em mudar o comando técnico ainda no início da Série C - o Timbu trouxe Gilmar Dal Pozzo e o Tricolor fechou com Milton Mendes. Tempo é um artigo de luxo para os pernambucanos e a mudança no trabalho é a cartada final para não encerrar a temporada com a mesma frustração de 2018. Mas até que ponto trocar o treinador é sinônimo de sucesso no torneio? A Folha de Pernambuco fez um levantamento sobre os clubes que conseguiram subir à Segunda Divisão e analisou os que apostaram na permanência dos profissionais e os que escolheram arriscar na alteração de filosofia de trabalho para obter sucesso.

Os dados são referentes aos clubes que ascenderam de divisão a partir de 2013, considerando a mudança para o atual formato de disputa da Série C (dois grupos com 10 equipes cada). Ao todo, 14 dos 24 times que comemoraram o acesso no final da temporada permaneceram com o mesmo treinador desde o início. Os demais mudaram a comissão técnica. Ora por vontade própria, ora por conta do pedido de demissão dos profissionais.

Algumas temporadas possuem aspectos curiosos. Em 2014, todos os quatro times que subiram de divisão (Macaé, Paysandu, Mogi Mirim e CRB) trocaram de técnicos durante a competição. Márcio Goiano, ex-comandante do Náutico, foi um dos que não teve oportunidade de terminar o trabalho que começou. Ele esteve à frente do Mogi no início do certame, mas foi demitido e viu Claudinho Batista colocar o Sapo na Série B.

No ano seguinte, a regra mudou por completo. Vila Nova, Londrina, Tupi e Brasil de Pelotas apostaram na manutenção de seus técnicos e comemoraram o acesso. No clube mineiro, o comandante na ocasião era Leston Júnior, ex-treinador do Santa Cruz. O cenário se repetiu em 2018. Operário/PR (Gerson Gusmão), Cuiabá (Itamar Schulle), Botafogo/SP (Léo Condé) e Bragantino (Marcelo Veiga) não mexeram no banco de reservas e levaram a melhor. A equipe de Ponta Grossa foi a algoz do Santa Cruz nas quartas de final, enquanto o representante de Bragança Paulista eliminou o Náutico no mata-mata que valia uma vaga na Segundona.

Os demais anos foram “mesclados”. Em 2013, do G4, apenas o Sampaio Corrêa ficou imune ao lema da “dança das cadeiras”. Santa Cruz, Luverdense e Vila Nova trocaram de treinadores no meio do caminho. No caso do Tricolor, Sandro Barbosa saiu do comando para chegada de Vica. Escolha que rendeu o acesso e o título da Série C.

Em 2016, Guarani (Marcelo Chamusca), ABC (Geninho) e Juventude (Antônio Carlos Zago) continuaram com os mesmos profissionais. A exceção foi o Boa Esporte, campeão da edição. No ano posterior, CSA e Fortaleza mexeram no comando, enquanto São Bento/SP e Sampaio Corrêa seguiram o caminho oposto.

Milton Mendes e Gilmar Dal Pozzo já conhecem seus respectivos clubes de passagens anteriores. O primeiro comandou o Santa Cruz em 2016, conquistando os títulos do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, sendo demitido após uma sequência de tropeções no Brasileirão. Já o segundo assumiu o Timbu em 2015, na Série B, não conseguindo o acesso para a A. No ano seguinte, foi demitido após eliminações na Copa do Brasil, para o Vitória da Conquista, e no Campeonato Pernambucano, para o Santa Cruz.

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