Tudo arrumado para Nuzman se reeleger no COB

Após manobras para barrar oposição, dirigente deve ser aclamado em reeleição na entidade, hoje

Sobrenatural: A Última ChaveSobrenatural: A Última Chave - Foto: Divulgação

 

Marcada para a manhã de hoje, a eleição para a presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está mais para um evento protocolar do que propriamente um pleito.

Candidato em chapa única, Carlos Arthur Nuzman, de 74 anos, deve ser aclamado para o cargo pela sexta vez consecutiva. À frente do órgão desde 1995, ele deve gerir o esporte brasileiro até os Jogos de Tóquio, em 2020, fazendo a despedida na sequência.

Um adeus não por livre e espontânea vontade, mas por obrigação judicial, já que, em 2013, a lei de número 9.615 regulamentou que dirigentes esportivos de entidades que recebem dinheiro público só poderão ser reeleitos para o cargo de presidente uma vez.

Ainda que esteja no cargo maior do COB há mais de 20 anos, essa é a primeira reeleição de Nuzman após a validação da lei. O vice dele é Paulo Wanderley Teixeira, da Confederação Brasileira de Judô. O processo de votação tem início às 10h30, na sede do COB, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Todos os gestores de confederações esportivas têm direito a voto.
A existência de uma única chapa não é consequência de falta de candidatos. Alaor Azevedo, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), tentou oficializar a candidatura ao lado do vice Hélio Meireles, da Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM). Entretanto, acabou não conseguindo consolidá-la em tempo hábil.

De acordo com o estatuto do COB, as chapas devem ser inscritas oito meses antes da data da votação, tendo, no mínimo, a assinatura de dez dirigentes aptos a voto como “apoiadores”. Com dificuldades justamente em conseguir tais assinaturas, Alaor acabou não cumprindo o prazo exigido.
Ainda em abril, mês limite para inscrição, Alaor tinha oito dirigentes compromissados em apoiá-lo. Só que a condição era de se manifestarem apenas após os Jogos Olímpicos, por medo de retaliações. Através do juiz da 2ª vara cível do Rio de Janeiro, Alaor chegou a conseguir uma liminar aumentando o prazo de inscrição para até 30 dias antes do pleito. O documento chegou a ser deferido, mas o desembargador responsável voltou atrás e, posteriormente, indeferiu a liminar. “Não ouvi dizer com certeza que houve uma interferência no caso, mas um desembargador voltar atrás é algo difícil de acontecer. Se tivéssemos a oportunidade de inscrever a chapa após a Olimpíada, seria mais provável que conseguíssemos, pois muitos temiam prejudicar a preparação para o evento.

Nuzman tem critérios subjetivos nos repasses e o temor não era nem uma retaliação, era a retirada de investimentos mes­mo”, comentou Alaor.
Segundo ele, a intenção de candidatar-se era usar a ocasião para discutir ações voltadas para o futuro do esporte brasileiro. É tanto que ele encabeçou a criação do site mudacob.com.br, o qual pretende apresentar à comunidade durante o evento da eleição, hoje. “Não tenho o objetivo do poder pelo poder, mas pela oportunidade de mudança”, disse.

 

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