Uefa mantém boicote às competições da Fifa e amplia pressão sobre Infantino
Entidade europeia diz que condições para encerrar protesto não foram cumpridas; Mundial Feminino Sub-20 pode ser o primeiro torneio afetado
A Uefa informou nesta quinta-feira, em declaração à Sky News, que continuam em vigor as condições para o boicote das federações europeias às competições organizadas pela Fifa.
A entidade afirmou que o pedido de desculpas de Gianni Infantino e a retirada do plano de venda de uma participação nos principais torneios não foram suficientes para encerrar a crise.
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Segundo a confederação europeia, as associações nacionais haviam estabelecido duas exigências para retomar a participação nas competições da Fifa. A primeira era o abandono definitivo da proposta de venda; a segunda, a apresentação de garantias de que uma iniciativa semelhante não voltaria a ser discutida.
Para a Uefa, apenas a primeira condição foi atendida. O projeto foi retirado, mas a Fifa ainda não ofereceu garantias consideradas suficientes de que não tentará novamente transferir parte de suas principais competições para uma estrutura controlada por investidores privados.
Gianni Infantino, presidente da Fifa . Foto: Patrick Fort/AFPA entidade europeia também reafirmou que perdeu a confiança na presidência de Infantino. A posição havia sido anunciada no último sábado e foi mantida mesmo depois da carta divulgada pela Fifa, na qual o dirigente admitiu erros na condução do projeto e pediu desculpas.
Na avaliação da Uefa, a manifestação de apoio divulgada após uma reunião emergencial da cúpula da Fifa no Marrocos não altera o quadro. A confederação questionou a independência dos dirigentes que respaldaram Infantino e afirmou que muitos deles ocupam cargos diretamente ligados à presidência.
Gianni Infantino, presidente da Fifa . Foto: Alfredo Estrella/AFPO boicote pode ter impacto já na próxima competição internacional organizada pela Fifa. O Mundial Feminino Sub-20 está previsto para setembro, na Polônia, e contará com a participação da Inglaterra e de outras seleções europeias.
A manutenção do protesto amplia a pressão sobre Infantino, que não demonstrou intenção de renunciar. A crise começou depois da revelação de que a Fifa discutia a venda de uma participação em suas competições sem consulta ampla ao Conselho e às federações nacionais.
Gianni Infantino, presidente da Fifa. Foto: Juan Mabromata/AFPDe acordo com a Sky News, nomes importantes da administração da Fifa não participaram da reunião realizada em Rabat que resultou na declaração de apoio ao presidente.
Entre os ausentes estavam Jill Ellis, diretora de futebol, Arsène Wenger, responsável pelo desenvolvimento global do esporte, Sarai Bareman, diretora de futebol feminino, e Kevin Lamour, diretor de operações.

