Último suspiro coral

No duelo dos piores do Brasileirão, Santa bate América/MG, acaba com jejum, repassa lanterna para Coelho e ganha sobrevida

Junior Matuto em entrevista à Rádio Folha FM 96,7Junior Matuto em entrevista à Rádio Folha FM 96,7 - Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco

Virtualmente sim, mas matematicamente ainda não. No que pode ter sido o seu último suspiro na elite nacional em 2016, o Santa Cruz quebrou um jejum de oito jogos sem vencer e bateu o América/MG, ontem, no Arruda, por 1x0, em jogo tecnicamente sofrível. Com a vitória, o Tricolor chegou aos mesmos 27 pontos do rival mineiro, mas deixou a lanterna pelo critério de saldo de gols, ocupando agora a 19ª colocação.

estando quatro rodadas para o fim do Brasileirão e com 12 pontos em jogo, a Cobra Coral está a 11 pontos de sair da zona de rebaixamento. Portanto, teria que vencer todos os seus jogos e torcer para que seus rivais perdessem os seus respectivos confrontos.

Em relação ao jogo, não bastasse a baixa qualidade das duas equipes, um outro fator comprometeu ainda mais o espetáculo: o gramado. Em estado lastimável, a bola tinha dificuldade de rolar perfeitamente no piso do Arruda. Com isso, troca de passes com sucesso era algo escasso no duelo. O reflexo foram as poucas chances criadas. Com Derley e Jadson fazendo a dupla no setor de marcação, o Tricolor apostava nas esticadas para Keno, na esquerda, e Léo Moura, na direita, com João Paulo centralizado para municiar Grafite, um dos piores em campo. O esquema não funcionava pela pouca movimentação e variação, sendo presa fácil para os mineiros.

Controlando as ações iniciais, os mandantes não conseguiam penetrar na defesa adversária. Depois dos 20 minutos, o Coelho resolveu sair para o jogo e começou a gostar da partida, criando algumas situações, mas nenhuma chance real. Aos 29, Keno errou passe bobo, Michael carregou e bateu rasteiro, com perigo. E foi aí que o Tricolor surpreendeu. Aos 32, o apagado Roberto acertou um cruzamento e Léo Moura cabeceou para abrir o placar. Embalada, a Cobra Coral foi em busca do segundo quatro minutos depois, com Léo Moura recebendo passe do meio para a direita e batendo forte para a boa defesa do goleiro.

Na segunda etapa, os tricolores voltaram com mais “fome”. Logo aos seis minutos, a primeira grande chance. Melhor em campo, Léo Moura fez um cruzamento perfeito, mas João Paulo cabeceou mal, na mão de João Ricardo. Em clima de descontração, os torcedores protagonizaram situações curiosas a cada saída de gol de Tiago Cardoso, que resultava em gritos de gol e aplausos dos tricolores, utilizando a irreverência por conta das falhas do arqueiro e do reserva Édson Kolln em bolas aéreas.

Sem Matheusinho, que deixou o gramado no intervalo, os mineiros perderam criatividade e poderio ofensivo. Sem ser agredido, o Santa Cruz tentava sair com mais segurança para o jogo, sem se arriscar. Aos 23, João Paulo fez boa jogada individual e bateu com muito perigo, mas para fora. Por último, um lance de encher os olhos, mas com um desfecho pitoresco. Em linda jogada de Jádson, Bruno Moraes foi servido, mas decidiu ser solidário e deu passe açucarado para Arthur ficar de frente para o goleiro, contudo o atacante bateu mal e isolou a bola, para frustração geral.

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