Um exemplo e amigo de todos

Cria do Sport, pernambucano Cléber Santana será lembrado como homem generoso

Sede do TJPESede do TJPE - Foto: Reprodução / Internet

"Pense em alguém muito bom. Ele não era metade do que Cléber era para nós". As palavras de Job Santana, concunhado de Cléber Santana, simboliza o legado que fica para família e amigos do jogador, falecido ontem no trágico acidente de avião que levava a delegação da Chapecoense - clube no qual jogava - para a Colômbia.

Em Ouro Preto, Olinda - reduto de Cléber -, os parentes do meio-campo estiveram reunidos na casa da mãe, Marinalva Santana Loureiro, de 63 anos. Para os mais próximos, a lembrança que fica é de alguém muito solidário, um amigo que ajudava a todos, sem saber dizer não. Abalada, a mãe de Cléber havia sido encaminhada para um hospital devido à pressão alta. 
Cleibson Santana, irmão do jogador da Chape, ficou sabendo do acidente ainda na madrugada. Ele lembra com carinho do jeito prestativo do camisa dez. "Ele era um pai, um exemplo de pessoa", disse o irmão, bastante comovido. Romero dos Santos Silva, 34, cunhado do atleta, destacou as ações que o jogador fazia no município de Abreu e Lima. "Cléber dava camisas para algumas crianças daqui, promovia amistosos, ajudava muito os amigos". A última vez em que o atleta esteve com os familiares foi no jogo da Chapecoense contra o Santa Cruz, no Arruda, em 7 de setembro. A volta para Recife, tradicional no fim de ano, já estava marcada: dia 18 de dezembro.
Com a família morando em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), foi no campo do Beira Rio, em Caetés III, que o menino despontou para o mundo. Dos campos de várzea, Cléber seguiu o seu trajeto para a Ilha do Retiro, onde brilhou com a camisa do Sport, seu clube do coração, e até hoje deixa saudades. Depois de uma rápida estadia no Ka­shiwa Reysol, do Japão, o ainda volante foi para o Santos, de onde partiu para ser destaque no Atlético de Madrid. Ao lado de Forlán, Aguero e De Gea, conseguiu um quarto lugar e levar a equipe de volta para a Liga dos Campeões, após 12 anos.
De volta ao Brasil, mesmo não estando no Nordeste, se destacou e fez de cada lugar uma casa: Flamengo, São Paulo e Atlético Paranaense. Até que, em 2012, encontrou um novo lar: o futebol catarinense. Após três temporadas com Avaí e Criciúma, o atleta chegou em 2015 à Chapecoense, onde se tornou capitão e líder do grupo que alcançou o sucesso. "Ele tinha grande expectativa, esperava ganhar o campeonato", disse. Nascido em 27 de junho de 1981, Cléber Santana deixa este mundo aos 34 anos, mas a imagem e o seu legado permanecem nos campos e nas ladeiras de Caetés e de Olinda.

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