Vagas na Libertadores turbinam Série A

Conmebol dá mais duas vagas ao Brasil, o que pode motivar ainda mais a disputa do Brasileiro'

Espetáculo musical infanto-juvenil "O Jovem Príncipe e a Verdade"Espetáculo musical infanto-juvenil "O Jovem Príncipe e a Verdade" - Foto: Isabelle Neri/Divulgação

A Libertadores da América ficará mais ver­de-amarela a partir de 2017. No último domingo, a Conmebol confirmou que os brasileiros terão duas vagas a mais na competição. Em vez de classificar os quatro melhores da Série A e o campeão da Copa do Brasil, o País passará a ter sete representantes - os seis melhores colocados da Primeira Divisão e o vencedor do mata-mata nacional.
A mudança transformará o Brasil na nação com mais participantes na Libertadores. E esse número ainda pode crescer. Caso o futebol brasileiro tenha no próximo ano times campeões tanto no maior torneio de clubes do continente como na Copa Sul-Americana - com ambos entre os seis primeiros colocados da Série A - o “G6” pode se transformar em “G8”. E se o campeão da Copa do Brasil também estiver nesse meio, haverá um “G9”. Hoje, equipes como Fluminense (5º) e Atlético/PR (6º) estariam classificadas para a Libertadores do ano que vem.
“Achei muito ruim essa mudança ter acontecido neste ano. Algumas equipes se distanciaram do G4 e, se soubessem desde o começo a quantidade de vagas, talvez estivessem jogando de maneira diferente porque veriam que as chances de ir para a Libertadores seriam maiores”, alertou o comentarista esportivo Cabral Neto, da Rádio Transamérica.
“A mudança tem pontos positivos e negativos. Por um lado dará mais motivação ao campeonato, com as equipes em nono ou décimo brigando até o final por uma vaga.

Sem falar que poderemos ter um ‘G9’. Até o 15° poderia ir para a Sul-Americana. Mas isso também transforma a briga pela Libertadores em algo menos difícil, podendo classificar equipes menos qualificadas”, completou. A Libertadores, a partir de 2017, terá 44 equipes e a Sul-Americana terá 54 times - contando os pré-classificados em ambos os torneios.
No lugar de aumentar as vagas na Libertadores, dando oportunidade para o quinto e o sexto colocado do Brasileirão, um novo caminho: ceder espaço para os vencedores de torneios regionais. Para o apresentador do Bate Bola Nordeste da ESPN, Léo Medrado, esse seria a saída ideal.
“Sou contra o regulamento como um todo. Acho que o Brasileiro devia ter final, com os dois melhores de cada turno se classificando para a Libertadores e decidindo o título no mata-mata. Acho que as outras vagas poderiam agraciar o vencedores de torneios regionais, como a Copa do Nordeste. O pessoal do Sul não ficaria interessado, mas podia motivá-los a voltar com outros torneios do tipo (Sul-Minas e Rio-São Pau­­lo)”, argumentou.
Na visão do radialista Aderval Barros, da Rádio Folha, a mudança acaba tendo pouca consequência para o futebol pernambucano. “Para os nossos clubes, isso não muda nada. Eles se preocupam mais em ganhar títulos estaduais e regionais. Fica mais fácil ir para a Sul-Americana, mas não adianta: a gente não se prepara para essas competições.

 Comemoramos quan­­do vamos participar, mas saímos logo. As alterações são boas para o Brasil, mas não interfere em Pernambuco”, explicou.

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