Versões sobre estatuto que marcam novo clima no Arruda

Debate de mais de cinco horas, ocorrida na terça, deixou em aberto as discussões sobre regimento do clube

Primeiro dia de discussão sobre reforma durou mais de 5hPrimeiro dia de discussão sobre reforma durou mais de 5h - Foto: José Brito/Folha de Pernambuco

Positivo de um lado, negativo de outro. No discurso, sem “separatismo”. Na prática, menos resolução. Sem prospecção sobre as novas datas que serão marcadas para dar andamento à discussão de reforma do estatuto, o Santa Cruz vive mais um momento de dualidade em sua estrutura. Dessa vez, alegria e tristeza são os sentimentos que eclodem após mais de cinco horas de reunião, ocorrida na terça-feira, na sede do Arruda, e que deixou em aberto o debate sobre o regimento do clube nos próximos dias. 

Ex-presidente do Santa Cruz e atual presidente do Conselho de Administração, Antônio Luiz Neto avaliou o cenário no clube depois do primeiro dia de discussão e defendeu que um estudo sobre as propostas deve ser feito em benefício ao clube. “Na reunião de ontem (terça), a grande maioria entendeu que é importante que a gente, naquilo que há consenso, condense as propostas em uma só. E naquilo que não há consenso, que haja um estudo para que a gente possa melhorar isso, porque não se faz uma reforma de estatuto de uma hora para a outra”, disse.

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Longe de ter sido um resultado satisfatório para boa parte da torcida, tampouco para a Comissão de Reforma, presidida por Mário Godoy, a interrupção das discussões, segundo Antônio Luiz Neto, foi consensual. “Ontem (terça-feira) foi muito positivo. Foi sugestão (a suspensão dos outros dias de discussão) dos conselheiros que estavam lá presentes. As partes aceitaram, todo mundo aceitou, tanto nós que oferecemos o substitutivo, quanto eles que fizeram a comissão. Foi uma coisa consensual, foi muito tranquila a reunião. Foi o plenário que decidiu que não levaria adiante as duas outras reuniões, para que pudesse ser feito esse estudo durante um período bom, para consolidar uma proposta para apresentar ao Conselho”, acrescentou.

As propostas que visam modernizar o estatuto do Santa Cruz foram construídas pela Comissão de Reforma, a torcida e pelo Conselho Deliberativo. Com isso, em contrapartida ao que relatou ALN, o presidente da Comissão de Reforma do Estatuto, Mário Godoy, negou um pensamento convergente na decisão de paralisar a discussão sobre a reforma.

“Não foi consenso. O edital previa três dias de votação, então, seria natural que continuasse. Não tem data prevista para a próxima sessão, então não sei quando vai ter continuidade. O plenário composto de ontem (terça-feira, não conhecia bem o projeto de reforma do estatuto feita pela comissão com apoio maciço da torcida. A gente espera que esse período sirva de reflexão para que esses conselheiros possam conhecer melhor o projeto, perceber que o que ali está contido, além dos anseios da torcida, são uma boa parte dos melhores estatutos dos clubes mais avançados do Brasil", rebateu, ao passo em que exaltou o apoio da torcida no processo de discussão para a votação dos pontos destacados na reforma.

“O barulho da torcida é o barulho da democracia. Incomoda, mas é necessária e eu diria até que é bem-vinda. O Santa Cruz, que é acostumado a receber públicos de mais de 30 mil pessoas no Arruda não pode se constranger em receber apenas 150 pessoas, que não vandalizaram e não agrediram ninguém. Estavam lá protestando de forma pacífica. Um torcida inconformada, forma um clube vencedor”, finalizou.

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