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Vitrine e valorização: Santa Cruz é alvo de assédio

Clube de massa do futebol brasileiro, o Santa dá visibilidade aos seus profissionais, que buscam alçar vôos maiores na carreira

Goleiro Anderson foi sondado pela Chapecoense, da Série AGoleiro Anderson foi sondado pela Chapecoense, da Série A - Foto: Kleyvson Santos/Folha de Pernambuco

 

Por ser um clube de massa do futebol brasileiro, principalmente pela força da torcida, o Santa Cruz dá visibilidade aos seus profissionais, funcionando como vitrine. O assédio de outros clubes a destaques do elenco tem sido constante em 2019. O alvo da vez foi o Anderson, goleiro que tem apenas 21 anos e está no Arruda por empréstimo junto ao Palmeiras até o fim da temporada. Ele pertence ao campeão brasileiro até o final de 2019, mas pode renovar por mais um ano. Seu salário é pago pelos paulistas.

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Direito de vitrine e proposta negada: Anderson fica no Santa

Grande nome do Tricolor em 2019, o jovem talento foi sondado pela Chapecoense, da Primeira Divisão. Até agora, não houve negociação, mas há conversas entre os empresários e os dirigentes do Palmeiras e da Chape. O Santa negou qualquer proposta e garantiu a permanência do profissional. Anderson chegou ao Arruda no fim do ano passado para disputar a temporada atual. Começou como reserva imediato do remanescente Ricardo Ernesto, mas assumiu a titularidade quando seu companheiro se machucou. Depois disso, o garoto se destacou com grandes atuações, marcadas por defesas milagrosas, e não largou a camisa 1.

Antes do arqueiro, o artilheiro do elenco coral na temporada recebeu propostas das Séries A e B. O próprio Pipico confirmou que foi procurado, mas garantiu sua continuidade nas Repúblicas Independentes do Arruda até o fim da Série C. Informações extraoficiais dão conta que o camisa 9 foi pretendido por Fortaleza e Vasco, ambos da Primeira Divisão. Quem também chegou a receber uma oferta foi o lateral-direito Augusto Potiguar, desejado pelo CRB, da Série B.

Além dos atletas, o técnico Leston Júnior teve o seu trabalho valorizado. Ele, inclusive, recusou uma proposta do São Bento/SP, da Segunda Divisão, e também foi monitorado pelo Paysandu, da Série C.

Para o treinador tricolor, o assédio de outros clubes é algo normal. Ele disse que o fato mostra que o Santa está fazendo uma boa temporada.

"Quando se tem dificuldade de montagem de elenco, sendo preciso recorrer a muitos atletas mais jovens, os jogadores precisam abrir mão de aspectos financeiros para poder vir. Naturalmente, a gente passa a ficar refém desse tipo de situação, principalmente se o resultado vier. E isso tem acontecido. Nas três competições que o clube disputou inicialmente, chegamos na quarta fase da Copa do Brasil e estamos nas semifinais da Copa do Nordeste. As classificações evidenciam o trabalho de todos, mas isso pertence ao futebol. Temos que estar concentrados e trabalhando para que a gente possa cada vez mais buscar a valorização de todo mundo", comentou Leston, em entrevista coletiva.

O executivo de futebol do Santa Cruz, Luciano Sorriso, também encarou o interesse como uma questão natural. "A procura é mérito total dos atletas. Não é só Anderson que está sendo observado, eu acho. Outros atletas também. Estamos em uma Série (Terceirona) e ficamos mais expostos a isso”, pontuou o gerente remunerado coral.

 

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