Vocação para brilhar

Quarta melhor marchadora do mundo, Érica vislumbra proximidade com “grande resultado”: “quero estar entre as melhores”

PéPequenoPéPequeno - Foto: YouTube/Reprodução

Um ano para não ser esquecido. Este é o pensamento que tem acompanhado Érica Sena. Pernambucana de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife (RMR), a desportista da marcha atlética vem de um 2015 vitorioso, e já pode afirmar com todas as palavras que 2016 deixará saudades. Além de uma participação expressiva nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto, quando compôs o pelotão de frente e encerrou sua participação na 7ª posição - melhor colocação de uma atleta do País em Olimpíadas -, a marchadora ainda teve o nome alçado ao 4º lugar do ranking mundial da modalidade, sendo a primeira brasileira a alcançar o top 5 na marcha.

“Foi um ano muito bom, graças a Deus. Consegui fazer uma temporada muito forte, batendo meu recorde (Sul-Americano) mais uma vez. Isso é sempre muito bom”, resumiu a marchadora, que foi introduzida ao esporte ainda na escola. Na época, Érica fez teste em praticamente todas as provas que pertencem ao atletismo, mas só foi aceita nos treinamentos da marcha atlética.

Quando iniciou na modalidade, talvez não tenha se imaginado representando as cores do País nos Jogos Olímpicos, principalmente competindo em casa. Mas ela cumpriu a missão, e com maestria. Por mais que tenha visto o pódio escapar, a pernambucana merece ter o seu feito destacado. “Foi uma emoção muito grande poder participar da minha primeira olimpíada, ainda por cima em casa. Confesso que não fiquei muito satisfeita com o meu resultado. Esperava um pouco mais”, revelou a atleta, que encerrou os 20km de percurso em 1h29min29s.

Muitas exclusividades compõem o currículo da pernambucana. Ano passado, ela foi a primeira brasileira a conseguir uma medalha nos 20km de marcha - a prata, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Também entrou para a história do Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim, na China, ao encerrar na 6ª colocação, o melhor resultado de uma competidora do País no evento. O bronze no Mundial da prova, em Roma, também foi um feito. Érica herdou a medalha após a chinesa Liu Hong, primeira colocada, ter testado positivo no exame antidoping. Como a pernambucana havia terminado em 4º, ocasião em que bateu o recorde Sul-Americano com 1h27min18s, subiu uma posição e medalhou.

A camaragibense enfatizou que os resultados positivos somados durante a temporada estão atrelados ao apoio que recebeu da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e do Comitê Olímpico. Érica ainda teve a oportunidade de realizar dois campings de treinamento antes da grande competição do ano, fator que também agregou bastante.
Sem muito tempo para descanso, a atleta já traçou o próximo objetivo. No próximo ano, em agosto, Londres receberá o Campeonato Mundial da modalidade, e a pernambucana não quer passar em branco. “Quero estar entre as melhores mais uma vez”. Érica também garante que, a longo prazo, o projeto é estar mais uma vez nos Jogos Olímpicos, desta vez em Tóquio-2020. “Te­­nho a sensação de que estou indo no caminho certo, isso é muito bom. Com os últimos desempenhos, sinto que falta muito pouco para a chegada de um grande resultado”, vislumbrou.

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