Voo da LaMia tinha sobrepeso e plano irregular

Autoridades colombianas deram versão oficial sobre o acidente que matou 71 pessoas

A SECTI ofereceu para a população os serviços da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG), da Universidade de Pernambuco (UPE)A SECTI ofereceu para a população os serviços da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG), da Universidade de Pernambuco (UPE) - Foto: Divulgação

O avião da companhia boliviana LaMia, que caiu quando transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas, no último dia 29 de novembro, tinha combustível limitado para o trajeto que percorria, de acordo com os resultados da investigação preliminar da Aeronáutica Civil da Colômbia, divulgados ontem, em Bogotá. Os pilotos "estavam cientes de que o combustível que tinham não era o adequado, nem o suficiente", declarou o secretário de segurança Aeronáutica Civil da Colômbia, Freddy Augusto Bonilla, em coletiva de imprensa.

Apesar do pouco combustível, os pilotos não repassaram a informação às autoridades aeronáuticas colombianas e só anunciaram estar em situação de emergência a seis minutos do impacto, na zona rural de Medellín, onde faleceram 71 pessoas, entre integrantes da delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes.

Ainda segundo o governo colombiano, o piloto da aeronave, o boliviano Miguel Quiroga, e o copiloto, Ovar Goytia, planejaram aterrissar em Bogotá ou na cidade colombiana de Leticia (no sul do país) por "estar no limite do combustível", mas não realizaram qualquer requerimento para cumprir o planejado. "Até agora, temos evidências de que nenhum fator técnico influenciou no acidente, tudo está relacionado ao fator humano e administrativo", destacou Bonilla.

A aeronave, que partiu de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellín, na Colômbia, também “tinha um peso superior ao permitido nos manuais". Embora a aeronave viajasse com excesso de cerca de 500 quilos peso, Bonilla destacou que este fator não foi “determinante” para o acidente. Outro aspecto ainda em investigação é o fato de a conversa entre a tripulação e a torre de controle de voo do aeroporto de Rionegro, onde a aeronave pousaria naquela noite, ter sido encerrada antes da queda. "A gravação para um minuto antes da queda e temos que saber o motivo", contou Bonilla.

De acordo com o inquérito, a autoridade encarregada de aprovar os planos de voo na Bolívia (AASANA - Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia) errou ao aceitar as condições "inaceitáveis" propostas pela LaMia e permitiu que o avião, modelo RJ85, voasse acima dos 29.000 pés, altitude para a qual não tinha capacidade.


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