Wada prevê "longo caminho" para que Rússia siga código antidoping

Sem perder o otimismo, presidente da entidade garantiu que ainda há muito trabalho pela frente

Homem faz protesto contra corrupção fantasiado de BatmanHomem faz protesto contra corrupção fantasiado de Batman - Foto: Luiz Carlos Barbosa Código 19/Folhapress

 O presidente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Sir Craig Reedie, reeleito no último domingo (20) em Glasgow, na Escócia, afirmou à AFP que "o caminho ainda é longo" para que a Rússia esteja conforme o código mundial antidoping. Ainda assim, ele não perdeu o otimismo.

"Houve (na Rússia) claras infrações às regras e eles precisavam voltar a estar em conformidade com elas", declarou Reedie, após reunião do conselho de fundação da Wada. "Não podemos simplesmente dizer: 'Ok, legal, vocês progrediram'. Há um procedimento que está sendo seguido".

Reeleito para um mandato de três anos à frente da Agência Mundial, o ex-presidente do Comitê Olímpico Britânico explicou que ainda há um longo caminho para a Rússia percorrer. "Acesso às amostras nos laboratórios, cidades inacessíveis, educação, qualidade do exames...Ainda há muito trabalho, mas ele está sendo feito", declarou.
Acusada de doping de Estado após a divulgação do relatório McLaren, encomendado pela Wada, a Rússia viu mais de uma centena de atletas serem proibidos de disputar os Jogos Olímpicos do Rio-2016, disputados em agosto.

"A pergunta é saber quanto tempo vai demorar para que (o presidente russo Vladimir) Putin desfaça as situações que criaram essas infrações", continuou Reedie. "Isso implica algumas consultas e o governo russo tem condições de fazer esse tipo de consulta. É difícil pará-lo".

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