Williams pode ser salva pelo pai de Lance Stroll

A ideia de Lawrence, bilionário do ramo da moda, é financiar a compra do maior número possível de peças da Mercedes para a Williams, em um acordo similar ao que a Haas tem com a Ferrari

Lance Stroll, piloto da WilliamsLance Stroll, piloto da Williams - Foto: AFP

A Williams é atualmente a lanterna do campeonato da Fórmula 1, tendo conquistado seus primeiros pontos apenas no último final de semana, no GP do Azerbaijão. E não há expectativa de melhora nem do lado técnico, nem financeiro: o time já admite que a tentativa de copiar a parte traseira da Mercedes acabou fazendo o carro piorar, e trabalha com a confirmação de que a patrocinadora principal, a Martini, deixará a equipe ao final da temporada. E não há potenciais apoiadores em vista.

Dentro deste cenário e sabendo que o carro do próximo ano começa a ser desenhado agora, o pai de Lance Stroll, Lawrence, traçou um plano para salvar o time a curto prazo: na China, há pouco mais de duas semanas começou as conversas com Toto Wolff para ampliar a parceria da Mercedes com a Williams.

A ideia do bilionário do ramo da moda é financiar a compra do maior número possível de peças da Mercedes para a Williams, em um acordo similar ao que a Haas tem com a Ferrari.

O projeto, contudo, depende tanto da vontade da Mercedes de estabelecer uma parceria tão íntima com uma rival em potencial, quanto da própria Williams.

O time inglês atualmente é, dentre aqueles que produzem praticamente todas as peças na própria fábrica - exceto o motor - o que tem o menor orçamento, e sempre se identificou com uma equipe "garagista", ou seja, independente. Porém, a própria chefe Claire Williams tem reconhecido que o modelo pode ter se esgotado.

A dirigente disse recentemente que o futuro da Williams depende diretamente da adoção de um teto orçamentário e da padronização de algumas peças, o que é o projeto da Liberty Media para 2021. "Olhando pela minha perspectiva, se não fizermos isso, a Williams fechará toda a empresa", declarou

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Ainda que a situação seja complicada, mudar a estrutura atual para se tornar uma "Mercedes B" não seria uma tarefa fácil para o time. A Williams emprega hoje cerca de 400 profissionais - ainda que nem todos trabalhem no projeto da F-1 em si. A Haas conta com menos da metade justamente por ter sido pensada desde o início para se aproveitar do máximo de cooperação permitida pelo regulamento.

O contrato atual de Lance Stroll com a Williams é de três anos, e prevê a diminuição anual do dinheiro pago ao time por sua contratação. Vendo a dificuldade da situação da Williams, seu pai já sondou a Force India, na tentativa de comprar o time, outro que também enfrenta dificuldades financeiras. 

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