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Zion Williamson estreia e causa euforia na NBA

Primeira escolha do Draft de 2019, o ala jogou por 18 minutos e acumulou 22 pontos, oito rebotes e três assistências

Zion Williamson, ala do New Orleans PelicansZion Williamson, ala do New Orleans Pelicans - Foto: Chris Graythen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA /

Primeira escolha do Draft de 2019, Zion Williamson estreou na NBA e levou a torcida do New Orleans Pelicans a loucura na noite estadunidense desta quarta-feira (22). Em 18 minutos em quadra, o jovem de 19 anos acumulou 22 pontos, sete rebotes e três assistências. Mesmo assim, os comandados de Alvin Gentry perderam do San Antonio Spurs, por 121x117.

Conhecido pela sua explosão, aderida aos 1,98m e 129kg: o ala entrou em quadra com o joelho direito enfaixado, fez os primeiros três períodos mais contidos e poucas vezes “atacou” a cesta. No quarto período, porém, Zion “acordou”, fez 17 pontos seguidos e demonstrou uma mira perfeita da linha de três pontos. Com quatro chutes certeiros do perímetro, Williamson conseguiu virar a partida para os Pelicans antes de sair de quadra substituído.

A performance do ala, que ainda estava visivelmente sem ritmo de jogo, mostrou que ele ainda pode ajudar demais os Pelicans. O domínio do garrafão é uma das virtudes mais aguardadas pelo atleta, a eficiência no chute do perímetro, porém, foi um diferencial na estreia e pode ser assim durante toda a carreira do jogador.
Na Universidade, Zion tinha média de 33,8% dos arremessos de três pontos e dificilmente escolhia pela jogada em detrimento da infiltração. A lesão no joelho, porém, limitou o jovem nesta primeira partida e a escolha dele não podia ter sido melhor. Basta olhar o que Giannis Antetokounmpo está fazendo nesta temporada. O atual MVP tenta pelo menos cinco bolas de três por jogo e o aproveitamento de 32,2% é o suficiente para os adversários não deixarem o grego completamente livre no perímetro. Esta forma de jogar, propicia em alguns momentos um espaço maior para infiltrar (jogada preferida de Giannis e também de Zion) e em outros uma liberdade para os chutes de três pontos.

Toda essa discussão, no entanto, está embasada em um jogador que atuou por apenas 18 minutos na NBA e que não estava nas melhores das condições físicas. Este curto tempo de quadra, porém, fez os torcedores dos Pelicans se animarem de uma forma que pouco se viu nos anos de existência da franquia.

A história dos Pelicans não é das mais simples. Em 2002, o Charlotte Hornets se mudou para Nova Orleães e fundou o New Orleans Hornets. No ano de 2005, o furacão Katrina devastou o Estado de Louisiana e os Hornets por sua vez decidiram mandar seus jogos em Oklahoma: formando assim o New Orleans/Oklahoma City Hornets. A parceria durou até a volta para a cidade de Nova Orleãs, em 2007.

Onze anos depois da mudança para Nova Orleãs, a franquia decidiu novamente mudar de nome. Dessa vez, eles seriam New Orleans Pelicans. Sendo assim, o Charlotte Bobcats, equipe que surgiu em 2004, entrou na justiça e ganhou o direito de ser chamado de Charlotte Hornets. Após todo esse imbróglio, a NBA decidiu que as estatísticas e os recordes históricos do primeiro Charlotte Hornets (1988-2002) ficariam com a equipe do Hornets. Já os Pelicans ficaram com tudo após a mudança para New Orleans Hornets (2002-2013).

Sendo assim, os Pelicans tiveram a primeira escolha do Draft por duas vezes na história. Na primeira, a franquia selecionou Anthony Davis (2012) e Zion foi exatamente a segunda. Davis teve temporadas espetaculares, individualmente, em Nova Orleães. O pivô, no entanto, só conseguiu levar a equipe duas vezes aos playoffs e só passou da primeira rodada uma vez (2018). Para piorar, a saída do “monoselha” da equipe não foi conduzida da melhor forma. O jogador pediu para ser trocado por “querer buscar títulos” e a torcida Pelicana não digeriu bem a saída do campeão olímpico.

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Williamson, no entanto, foi selecionado na mesma temporada que Davis foi trocado para os Lakers. Em uma mistura de sentimentos, é possível afirmar que a saída do pivô não foi sentida porque a chegada do ala foi imediata. Porém, sabe-se que essa enorme euforia com o jovem atleta será atrelada a cobrança e a expectativa para anos melhores da franquia.

Os Pelicans nunca tiveram problema em ter uma grande estrela. A franquia teve Chris Paul de 2005 a 2011 e Anthony Davis de 2012 a 2019. Os elencos de apoio dessas equipes, no entanto, nunca foram do melhores e por isso cada um conseguiu levar o New Orleans as semifinais uma vez. Dessa vez, porém, é possível afirmar que o plantel é bem melhor do que o visto nas últimas temporadas e Zion pode ser a cereja do bolo para essa equipe finalmente brigar por um título, ao menos, de Conferência.

Se o possível maior talento de sua geração será capaz de levar esse Hornets que o máximo que conseguiu atingir na história foi duas semifinais de Conferência (2008 e 2018) nós não sabemos, mas que ele já está tendo um impacto que só grandes estrelas tiveram na NBA, é um fato.

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